Preso na Bolívia, ex-deputado Neno Razuk é entregue à Polícia Federal de Corumbá

Leonardo Cabral e Rosana Nunes em 03 de Agosto de 2026

Divulgação/Polícia Federal

O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), está preso na Delegacia da Polícia Federal de Corumbá após ser detido pela Polícia Boliviana no domingo (2), quando seguia de carro em direção a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, cidade que fica a cerca de 650 quilômetros da fronteira com Corumbá.

De acordo com o delegado da PF de Corumbá, Estevão Baesso, Neno Razuk foi entregue à Polícia Federal por volta da meia-noite desta segunda-feira (3), na linha internacional que liga os dois países. Nesta manhã, ele foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para exame de corpo de delito e posteriormente será levado para Campo Grande.

Imagens da saída de Neno Razuk da delegacia da PF para o IMOLConsiderado foragido desde julho deste ano, o ex-deputado havia sido condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. Ele recorria da sentença.

No último dia 28, a Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou a inclusão do nome de Neno Razuk na lista de Difusão Vermelha da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). O procedimento, porém, ainda não havia sido concluído quando ele foi preso na Bolívia. Dessa forma, até aquele momento, não havia mandado internacional de captura contra o ex-deputado.

Neno Razuk é investigado pela Operação Successione desde dezembro de 2023. Além da condenação em primeira instância, ele é réu na quarta fase da operação, deflagrada em novembro de 2025. A investigação apura suspeitas de organização criminosa, roubo, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.

Em maio deste ano, Neno Razuk perdeu o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral. Com a perda do cargo, ele também deixou de ter direito ao foro por prerrogativa de função.

Com informações do Campo Grande News.