Campo Grande News em 17 de Setembro de 2026

Reprodução/Facebook

O irmão da comerciante Vera Lúcia Rossate da Cunha, de 59 anos, apontado como autor dos disparos que mataram a mulher e que tirou a própria vida logo depois, era servidor público estadual e já presidiu o Sindinmetro (Sindicato dos Trabalhadores da Agência Estadual de Metrologia de Mato Grosso do Sul). Judicrei Rossate da Cunha, de 57 anos, ocupava o cargo de Agente Metrológico na AEM/MS (Agência Estadual de Metrologia de Mato Grosso do Sul), órgão estadual delegado e vinculado ao Inmetro.

Judicrei ocupava cargos na agência há mais de 15 anos. Constam no DOE (Diário Oficial do Estado) diversos pedidos de afastamento para tratamento de saúde. Inclusive, Vera sempre buscava dar apoio ao irmão para que ele se livrasse das drogas, sendo ela quem providenciou a internação dele, o que pode ter sido a motivação do crime.

Informações de vizinhos e comerciantes que conheciam Vera são de que o irmão estava “bravo” por conta dessa internação e com medo de ser exonerado da agência. Por isso, ele culpava a irmã.


O crime

Vera foi morta a tiros na tarde desta quarta-feira (16), dentro do próprio comércio, uma loja de aviamentos na rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, região oeste de Campo Grande. Conforme as informações apuradas no local, Judicrei é apontado como autor do crime e tirou a própria vida logo depois. 

Denise Durelo, comerciante que conhecia Vera, conversou com a reportagem na manhã desta quinta-feira (17). Ela contou que a vítima mantinha o comércio havia quase dez anos. “Quase dez anos que ela tinha comercio aqui. Ela era maravilhosa, amiga de todo mundo. Ultimamente fazia costura e eu levava muitas coisas para arrumar”, conta a mulher.

Vera Lucia Rossate da Cunha, de 59 anos, morta a tiros pelo irmãoSegundo Denise, Vera falava direto para que cuidassem a região. “Pedia para mim e meu marido cuidar para ver se ele não vinha por aqui. Ele vinha perseguindo ela há um ano, falando que ia matar, matar e matar. Ela vivia o tempo todo tensa, tinha medo”, relatou. Denise contou ainda que Vera chegou a fazer uma rifa para pagar a clínica de Judicrei para que ele saísse das drogas.

A vizinha de Vera, Eva Silva, chorou ao falar sobre a comerciante. “Ela era uma pessoa incrível, uma vizinha maravilhosa, uma amiga. Coordenava nós vendedoras com os produtos que vendemos. Ontem mesmo ela passou aqui, falou ‘to tão feliz’, e eu respondi que ela estava linda. Pouco tempo depois, ela foi morta”, disse Eva.