Vinicios Araujo, Heloisa Duim-01/02/2026
O vereador Elinho Jr. (Progressistas), de Corumbá, apelou à Justiça divina diante da abertura de uma petição popular que exige a cassação de seu mandato. Ele é alvo de processo na Comissão de Ética da Câmara de Vereadores da Cidade Branca após episódio em que agrediu e danificou uma caixa de salgados de vendedor ambulante. O fato ocorreu em dezembro, dois dias depois do Natal.
Até o início da noite deste domingo, 01/02, a petição pública computava 347 assinaturas, um terço da quantidade de votos que o parlamentar recebeu nas urnas. Em 2024, Elinho foi eleito com 1.135 votos. A petição foi criada pelo ex-candidato a vereador em 2016 e 2020, Abdiel Alvarez.
O ocorrido
Em 27 de dezembro de 2025, Elinho foi chamado pela esposa após um vendedor ambulante se posicionar em frente ao comércio do parlamentar, no centro da cidade, para vender salgados. Ocorre que o estabelecimento é uma lanchonete, o que enfureceu o vereador a ponto dele empurrar o ambulante para o outro lado da rua e ainda quebrar a caixa de isopor onde estavam armazenados os salgados.
José Elizeu Lara procurou a delegacia e apresentou denúncia contra o vereador, que também registrou ocorrência à autoridade policial. Elinho assumiu ao Jornal Midiamax, à época, que excedeu no comportamento. Ele disse ter pago R$ 200 para indenizar a perda dos salgados e da caixa de isopor e os danos causados à bicicleta, que caiu na via e foi atingida por um carro.
Entretanto, o caso repercutiu nacionalmente. Elinho chegou a publicar um vídeo no dia 28, após ver a conduta exposta a milhares de internautas. Ele afirmou que a situação teria implicado a família, o que justificou seu comportamento, mas voltou a reconhecer o erro, pedindo desculpas e defendendo o diálogo.
Agora, ele encara na Câmara de Vereadores um processo disciplinar onde pode ter o mandato cassado. No dia 9 de janeiro a Casa de Leis iniciou apurações para apontar se o caso evidencia quebra de decoro parlamentar e quais devem ser as sanções aplicáveis.
O abaixo-assinado pede transparência no processo e a conclusão das investigações com a interrupção do mandato de Elinho.
Procurado pelo Jornal Midiamax neste domingo, 01, para comentar a petição popular, ele afirmou: “Meu Deus é um Deus justo”.
