PorHeraldo Neves23 de abril de 2026
O boletim referente à 15ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde na quinta-feira (23), registra 3.490 casos confirmados de chikungunya no Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN em 2026, além de 7.599 casos classificados como prováveis.
Treze óbitos pela doença foram confirmados em quatro municípios do estado, são eles Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul, e entre as vítimas oito tinham alguma comorbidade. Dois óbitos relacionados à chikungunya seguem em investigação.
O boletim também aponta 52 casos confirmados de chikungunya em gestantes, informação que integra o conjunto de dados consolidados pela pasta no relatório epidemiológico.
Dengue e padrão de confirmação
Em paralelo, o estado contabiliza 4.187 casos prováveis de dengue, com 597 desses casos já confirmados. Não há registros de óbitos por dengue, tampouco notificações em fase de investigação sobre mortes pela doença.
Nos últimos 14 dias foram observadas localidades com baixa incidência de casos confirmados de dengue, entre elas Corumbá, Pedro Gomes, Santa Rita do Pardo, Inocência, Batayporã, Ladário, Bonito, Jardim, Nioaque, Camapuã, Rio Brilhante, Aquidauana, Três Lagoas e Dourados.
Vacinação e orientações
Até o momento 223.322 doses da vacina contra a dengue foram aplicadas na população-alvo, segundo o boletim. O Estado recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde do município.
Para consulta dos dados completos estão disponíveis os Boletins Epidemiológicos Chikungunya SE 15 – 2026 e Dengue SE15 – 2026, divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde.
Kamilla Ratier, Comunicação SES
