Acadêmicos do Pantanal transformou a passarela em tabuleiro ao mostrar o universo dos jogos

Leonardo Cabral em 16 de Fevereiro de 2026

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Transformando a passarela do samba em um grande tabuleiro de emoções, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Pantanal, penúltima a passar pela avenida General Rondon, já na madrugada de segunda-feira (16), retratou no seu desfile, a história dos jogos e do próprio jogo da vida. Trouxe uma narrativa que retratou sorte, azar, estratégia e a busca pela felicidade com os seus 600 componentes.

Logo na comissão de frente, a agremiação “lançou a sorte” no desfile, representando o momento decisivo da vida. Cada movimento simbolizou escolhas, riscos e o destino, sendo lançado como um grande jogo, assim, como manda o enredo – “Embaralhe as cartas, gire a roleta, role os dados. A Sorte está lançada”,

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Carro abre-las mostrou que a vida é um grande tabuleiro

No carro alegórico abre-alas, com a alegoria jogo de xadrez, a Acadêmicos mostrou que a vida é um grande tabuleiro. Nele, os destaques vieram esbanjando fortuna, jogando cédulas de dinheiro pela avenida.

Dando sequência no desfile, o primeiro casal de mestre-sala, Salgadinho e a porta-bandeira, Ana Nabor, mostrou que o jogo da vida, jogo da sorte, com o jogo das cartas caminham juntos. O casal retratou a arte de jogar com as oportunidades que a vida oferece.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Primeiro casal de mestre-sala, Salgadinho e a porta-bandeira, Ana Nabor

O público pode conferir jogos que fazem e fizeram parte da vida do homem. O dominó, que representou a ação e reação, onde uma peça move a outra, como as atitudes na vida. Pega vareta, que mostrou a delicadeza, paciência e concentração diante dos desafios.

No jogo da velha, brincadeira conhecidíssima, trouxe a simplicidade que ensina lógica e tomada de decisão. O Biongo também foi lembrado pela agremiação, como a esperança coletiva e a expectativa pelo número certo. Cara e coroa, pela decisão rápida, fazendo o público relembrar que o 50% de chance que move escolhas.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Seiscentos componentes defenderam o enredo da Acadêmicos

Jogos tradicionais e que fazem parte da cultura popular também foram lembrados, entre eles a Peteca, jogo do Peão. Como em todos os anos, a carnavalesca da agremiação, Jackelyny Pazzolyny, veio no carro alegórico três, enfatizando o jogo dos dados e roleta. 

A bateria, com 80 ritmistas não fez o uso do recuo. Os integrantes vieram com o jogo de cartas, mostrando vibração do baralho em movimento. À frente dos ritmistas, a madrinha de bateria, Letícia Rorras, que veio de lua, figura imponente e estratégica do baralho, representando o poder, inteligência e liderança.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Rainha Letícia Rorras e a bateria da Acadêmicos

Ela esbanjou muita simpatia durante a passagem pela avenida. O sorriso e samba no pé, marcas da rainha de bateria a impulsionaram ainda mais na apresentação. 

Além dos jogos tradicionais, a escola também mostrou os jogos eletrônicos, destacando as plataformas digitais como computadores e celulares, os consoles e os videogames que marcaram gerações. 

O último carro alegórico veio com o Tigrinho, representando os jogos digitais de aposta e a nova era da sorte virtual, simbolizando o fascínio contemporâneo pelo risco imediato.