Leonardo Cabral em 26 de Janeiro de 2026
Divulgação/ PM
O 6º Batalhão de Polícia Militar de Corumbá informou, nesta segunda-feira (26), que casos de violência doméstica têm prioridade operacional, com atendimento imediato sempre que acionado, especialmente em situações de risco iminente, agressões em andamento ou ameaça grave. A PM também atua na fiscalização de Medidas Protetivas de Urgência, acompanhando casos sensíveis para prevenir reincidências e evitar o agravamento da violência.
A assessoria de comunicação do 6º BPM destacou que somente em janeiro de 2026, a Polícia Militar atendeu 136 casos de averiguação de violência doméstica, com emprego imediato de guarnições para verificação das denúncias, intervenção quando necessário, preservação da integridade das vítimas e encaminhamento aos órgãos competentes. Em situações de flagrante, foram realizadas 23 conduções de autores ou suspeitos à Delegacia de Polícia Civil.
Entre as ocorrências, foi registrado o primeiro feminicídio neste ano na cidade. Rosana Candia, de 62 anos, foi morta pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, preso em flagrante por equipes do SIG da Polícia Civil e da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) no sábado (24).
Na mesma noite do crime, a PM atendeu uma ocorrência de violência doméstica no bairro Cristo Redentor. A vítima, uma mulher de 32 anos, apresentava lesões, e o autor, de 33 anos, foi localizado durante rondas. Ambos foram encaminhados ao Distrito Policial
No dia seguinte, domingo (26), por volta das 22h45, em Ladário, a PM foi acionada para outra ocorrência. A vítima, de 26 anos, apresentava lesão na cabeça e precisou de atendimento do Corpo de Bombeiros Militar, sendo encaminhada ao Pronto-Socorro. Ela relatou histórico de ameaças e agressões por parte do autor, de 21 anos, e manifestou interesse em requerer Medida Protetiva de Urgência, conforme a Lei Maria da Penha. O registro foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.
Orientações da Polícia Militar
– Acione o 190 em caso de violência em andamento ou risco iminente;
– Denúncias também podem ser feitas pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher;
– Sempre que possível, preserve provas (mensagens, áudios, fotos, prints);
– Havendo Medida Protetiva, informe a equipe policial e comunique qualquer aproximação do agressor;
– Ao presenciar agressões, ligue para o 190 e repasse o máximo de informações.
Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciosa.
