Campo Grande News em 18 de Setembro de 2026

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Um esquema estruturado para introduzir e redistribuir ilícitos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) foi interceptado por policiais penais na quinta-feira (17). O flagrante resultou na apreensão de 52 chips telefônicos, 889 gramas de maconha, 105 comprimidos de droga sintética e acessórios eletrônicos escondidos em recipientes para transporte de comida.

De acordo com o boletim de ocorrência, a fiscalização ocorreu após a chefia de disciplina da unidade penal receber denúncias anônimas detalhando o funcionamento da logística interna. Os materiais ingressaram no presídio transportados por drones (veículos aéreos não tripulados) e foram lançados na área correspondente ao Raio II.

A partir desse ponto, detentos escalados para trabalhar na cozinha recolhiam os pacotes. Aproveitando a rotina e o fluxo diário de recolhimento, lavagem e devolução das marmitas entre os pavilhões e o setor de higienização, os internos escondiam os materiais ilícitos nos recipientes para distribuí-los na unidade penal.

Acompanhado de outros dois servidores, o chefe de disciplina foi até a área de lavagem no momento em que as caixas vindas do Pavilhão 2 chegaram para limpeza. Na inspeção sobre os utensílios vazios, a equipe encontrou as drogas, os 52 chips, dois fones de ouvido, três cartões de memória e um adaptador.

Três internos envolvidos no manuseio das marmitas foram identificados. Dois deles, responsáveis por buscar e transportar as caixas entre os pavilhões e a cozinha, admitiram ter recolhido os recipientes do Pavilhão 2. Um terceiro detento, que atuava na retirada de restos de comida antes da lavagem, também foi citado.

À reportagem, a Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciária) afirmou que todo o material recolhido passará por perícia técnica para confirmar a composição exata do entorpecente sintético. Além disso, a Polícia Penal já identificou sete presos envolvidos no esquema.

“Eles foram isolados em cela disciplinar e afastados dos trabalhos e vão responder a Procedimento Disciplinar do Interno, além da responsabilidade criminal”, disse a pasta em nota.

O caso foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados e registrado como tráfico de drogas qualificado por ser cometido nas dependências de estabelecimento prisional e associação para o tráfico.