Lu Barreto
Polícia apura se Mônica Cordeiro foi agredida antes de ser morta e se criminosos pretendiam incendiar os corpos
Mônica da Silva Cordeiro, de 41 anos, e o filho dela, Allan Henrique Cordeiro dos Santos, de 26, foram mortos a tiros na noite de segunda-feira (14), na Estrada do Cachimbo, na zona rural de Mundo Novo, município de Mato Grosso do Sul situado na fronteira com o Paraguai.
As vítimas eram moradoras de Perobal, no noroeste do Paraná, e foram identificadas oficialmente pela Polícia Civil de Mundo Novo na manhã desta terça-feira (15).
De acordo com informações preliminares apuradas no local, Allan foi atingido por três disparos, incluindo um na região da nuca. Mônica teria sido atingida por quatro tiros, um deles também na nuca.
A mulher apresentava ainda diversos hematomas pelo corpo. As marcas levantaram a suspeita de que ela possa ter sido agredida ou submetida a algum tipo de violência antes da execução. A hipótese, entretanto, ainda precisa ser confirmada pelos exames periciais.
Gasolina foi encontrada nos corpos
Durante os trabalhos no local do crime, peritos e investigadores identificaram vestígios de gasolina nos corpos das duas vítimas.
Uma das linhas de investigação é de que os autores pretendiam incendiá-los para dificultar a identificação ou destruir provas, mas abandonaram o plano e fugiram por razões ainda desconhecidas.
Essa possibilidade também depende dos laudos da perícia. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou informações sobre a dinâmica completa do crime, o número de envolvidos ou o possível veículo utilizado pelos assassinos.
Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil de Mundo Novo atenderam à ocorrência. A Perícia Técnica de Naviraí também esteve no local para recolher vestígios que possam auxiliar na identificação dos responsáveis.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal de Naviraí e posteriormente seriam liberados aos familiares.
Mônica era técnica de enfermagem
Além de ser conhecida em Perobal por participar de cavalgadas e eventos tradicionais, Mônica era servidora pública concursada da Prefeitura de Umuarama.
Segundo nota de pesar divulgada pela administração municipal, ela trabalhava como técnica de enfermagem na Unidade Básica de Saúde Ouro Branco desde abril de 2015 e estava afastada por licença médica.
A Prefeitura lamentou a morte da servidora, manifestou solidariedade aos familiares e colegas de trabalho e declarou confiança na investigação para que todas as circunstâncias sejam esclarecidas.
Mônica deixa outra filha, além de familiares e amigos.
Autores ainda não foram identificados
O duplo assassinato foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Mundo Novo como homicídio qualificado.
A polícia trabalha para descobrir por que mãe e filho viajaram até a região de fronteira, reconstruir os últimos passos das vítimas e identificar a motivação do crime.
Até a última atualização, nenhum suspeito havia sido preso ou oficialmente identificado. A hipótese de tortura e a possível tentativa de incendiar os corpos permanecem sob investigação.



