Julho Amarelo: o alerta contra o inimigo silencioso do fígado

Da Redação em 19 de Julho de 2026

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O mês de julho carrega uma cor forte por um motivo vital: a conscientização sobre as hepatites virais. Conhecida como Julho Amarelo, a campanha nacional joga luz sobre infecções que atacam o fígado e, muitas vezes, agem de forma silenciosa por décadas. Estima-se que milhões de pessoas tenham o vírus e não saibam, o que torna o diagnóstico precoce o principal escudo para salvar vidas. 

Compreender as formas de contágio é o primeiro passo para a prevenção. Os vírus das hepatites agem de maneiras distintas no cotidiano:

Hepatite A: Transmitida pela via fecal-oral. Ocorre pelo consumo de água ou alimentos contaminados, ou por condições precárias de saneamento básico e higiene pessoal.

Hepatite B: Transmitida pelo sangue e fluidos corporais. O contágio acontece em relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha não esterilizados ou da mãe para o filho durante a gestação e o parto.

Hepatite C: Transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. O compartilhamento de seringas, materiais de tatuagem e instrumentos de manicure sem a devida esterilização são as maiores causas. A transmissão sexual é menos frequente, mas possível. 

Quem deve se vacinar?

A vacinação é a forma mais eficaz e segura de prevenção. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente vacinas para proteger a população: 

Vacina contra Hepatite A: É indicada para todas as crianças aos 15 meses de idade (podendo ser aplicada até os 5 anos incompletos). Também está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) para adultos com condições médicas específicas, como pessoas com doenças hepáticas crônicas ou que passaram por transplante de fígado. 

Vacina contra Hepatite B: É universal e recomendada para toda a população, independentemente da idade. O esquema convencional é de três doses e deve ser iniciado logo após o nascimento. É fundamental para gestantes, profissionais da saúde, manicures, profissionais do sexo e pessoas que convivem com portadores do vírus.

Hepatite C: É importante destacar que não existe vacina contra a hepatite C. Por isso, as medidas de prevenção e o diagnóstico precoce são ainda mais vitais para esse tipo. 

Teste no SUS

A grande armadilha das hepatites B e C é a ausência de sintomas iniciais. Quando os sinais como cansaço, tontura e os olhos amarelados aparecem, a doença já pode estar em estágio avançado. Por isso, a testagem é fundamental. O SUS oferece o teste rápido de forma acessível a toda a população: 

O procedimento é extremamente simples. Um profissional de saúde faz uma pequena picada no dedo para coletar uma gota de sangue. A amostra é colocada em um dispositivo de testagem e o diagnóstico fica pronto em cerca de 30 minutos. 

O processo é totalmente confidencial. Caso o resultado seja positivo, o paciente já recebe o encaminhamento imediato para exames complementares e início do tratamento gratuito.

Para o tipo C, embora não haja imunização, os tratamentos modernos alcançam a cura em mais de 95% dos casos.