Rosana Nunes e Leonardo Cabral em 10 de Julho de 2026
Reprodução
Na noite desta sexta-feira (10), o terceiro suspeito de envolvimento no assassinato do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, morreu após entrar em confronto com equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá.
Segundo informações da Polícia Militar, que coordena a Operação “Jovem Guerreiro”, uma denúncia indicou que Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, estava escondido em uma propriedade rural no lado brasileiro da fronteira. Além do BOPE, a ação contou com a participação do 6º Batalhão da Polícia Militar e, da Polícia Federal, que auxiliou no trabalho de investigação.
Durante a aproximação das equipes, o suspeito teria percebido o cerco policial, desobedecido às ordens de rendição e atirado contra os militares utilizando uma pistola Browning calibre 9 milímetros. Os policiais revidaram e o homem foi baleado.
Ainda conforme a PM, ele recebeu atendimento no local e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal. No entanto, o médico plantonista confirmou a morte pouco depois da chegada à unidade de emergência.
Waldiney Alfonso, era evadido do sistema prisional e apontado como o terceiro envolvido na morte do soldado Marcelo, no dia 30 de junho, em Corumbá. O militar participava de uma perseguição a um Fiat Argo, após um atentado a tiros contra uma residência em Ladário, quando três homens abriram fogo contra a equipe do GETAM (Grupamento Especial Tático de Motos). Marcelo foi atingido por disparos na cabeça, no tórax e no braço. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
A operação
A Operação Jovem Guerreiro foi deflagrada pelas forças de segurança, sob coordenação da Polícia Militar, após o ataque que vitimou o soldado Marcelo.
Imagens mostram quando o policial militar foi baleadoAs investigações sobre o caso resultaram na prisão de três pessoas na madrugada de 1º de julho: uma mulher e dois homens, que seriam integrantes da facção PCC. Um dos suspeitos, Everton da Silva Viana, de 41 anos, morreu após, segundo a Polícia Militar, tentar tomar a arma de um dos policiais durante a abordagem. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O outro preso, Rubens Zilio Neto, de 35 anos, morreu no dia 4 de julho após ser baleado durante a transferência de Corumbá para Campo Grande, na BR-262, próximo à ponte sobre o rio Paraguai, em Porto Morrinho, distante 70 km de Corumbá.
Além dos três suspeitos do assassinato do policial militar, também morreram os bolivianos Alixberto Vasques Corrales, de 32 anos, e Luis David Justiniano Flores, de 29 anos. Conforme a PM, os dois tinham antecedentes por tráfico de drogas e teriam prestado apoio logístico ao atentado.
Já Marlon de Souza Silva, de 42 anos, morreu em outra ocorrência, durante abordagem do Batalhão de Choque, na BR-262.
Ação integrada
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul informou que mantém a operação com emprego permanente de inteligência, tropas especializadas, cumprimento de medidas judiciais e ações estratégicas destinadas à identificação, localização e responsabilização de criminosos.
Já foram cumpridos mais de 20 mandados de prisão, além de apreensão de armamentos, munições, drogas e veículos utilizados em ações do crime.
A operação reúne efetivos do 6º Batalhão da Polícia Militar, Batalhão de Choque (BPChq), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Grupamento Aéreo da Polícia Militar (GPA), Batalhão de Polícia Militar Rural, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) do BPMRv e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF). A ofensiva também conta com atuação integrada da Polícia Civil de Corumbá, Polícia Penal, Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenada pela Polícia Federal, além da cooperação com a Polícia Boliviana.
