PorLucas Meirelles15 de junho de 2026
Na sexta-feira, 12 de junho, a Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, promoveu uma ação de acolhimento no Estabelecimento Penal Feminino de Corumbá voltada à promoção da cidadania, dos direitos humanos e da ressocialização.
O encontro reuniu internas em roda de conversa e sessões de exibição de vídeos educativos e motivacionais com o objetivo de criar um ambiente de escuta e reflexão sobre trajetórias pessoais, desafios e possibilidades para o futuro.
Foram abordados temas relacionados ao respeito às diferenças, sexualidade, direitos e deveres, convivência cotidiana, autoconhecimento, autoestima e a elaboração de novos projetos de vida durante o cumprimento da pena.
A iniciativa também serviu para acolher demandas apresentadas pelas internas e reforçar os vínculos entre o público privado de liberdade e as políticas públicas ofertadas pelo município, estabelecendo canais de comunicação entre a unidade prisional e a gestão municipal.
Durante as atividades foram discutidas questões de identidade, respeito mútuo e relações interpessoais no ambiente prisional, além da importância do reconhecimento pessoal e da construção de novas perspectivas enquanto perdura a execução da pena.
Cláudio Eduardo Soares Braga, gerente de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+, explicou o papel dessas ações no acesso à informação e no fortalecimento da cidadania
“Promover espaços de diálogo e acolhimento é fundamental para garantir que todas as pessoas tenham acesso à informação, conheçam seus direitos e possam refletir sobre novas possibilidades para suas vidas. A valorização da dignidade humana e o fortalecimento da autoestima são aspectos importantes no processo de ressocialização e reintegração social”
O projeto reafirma o compromisso da gestão municipal com a promoção dos direitos humanos, inclusão social e medidas de ressocialização, ao reconhecer que acesso à informação, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento são ferramentas essenciais para a reestruturação de trajetórias.
Conforme a secretaria, a continuidade de iniciativas voltadas à garantia de direitos busca contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, favorecendo pertencimento, autonomia e perspectivas de futuro para pessoas em situação de privação de liberdade.
