PorHeraldo Neves14 de abril de 2026
O aumento das temperaturas acompanhado de chuvas eleva a presença de escorpiões em áreas urbanas e, com isso, o número de acidentes por picada, o que torna essencial a procura imediata por atendimento de saúde quando ocorrer o incidente.
Ao ser picada a pessoa deve lavar o local com água e sabão e manter a calma antes de sair de casa, evitando práticas que podem agravar o quadro como o uso de torniquetes, cortes, perfurações ou aplicação de substâncias no ferimento.
O acesso inicial ao sistema público de saúde pode ser feito na UBS ou na UPA mais próxima para avaliação clínica, e a partir dessa avaliação o paciente pode ser encaminhado para unidades de referência que dispõem de soro antiescorpiônico quando necessário, já que o soro não é indicado em todos os casos e seu uso depende da gravidade avaliada pelo profissional.
O que fazer em caso de picada e orientação do SUS
É recomendado buscar atendimento sem esperar a piora dos sinais, pois embora muitos incidentes sejam leves a evolução pode ser imprevisível; se possível, sem risco, levar o escorpião ou uma foto do animal ajuda na identificação da espécie, sem que isso atrase a ida ao serviço de saúde.
Crianças e idosos merecem atenção reforçada porque o veneno costuma provocar reações mais intensas e evolução mais rápida nesses grupos, com sintomas que incluem vômitos, sudorese, alterações cardíacas e outros sinais de gravidade, o que torna ainda mais urgente a avaliação clínica.
Prevenção em domicílio
Evitar a presença de escorpiões dentro de casa é a forma mais eficaz de reduzir acidentes, por isso é importante manter quintais limpos sem lixo, entulho ou restos de obra, vedar frestas em paredes, pisos e rodapés, e manter ralos fechados ou com telas.
Também é recomendado sacudir roupas e calçados antes de usar, evitar o acúmulo de materiais e objetos que sirvam de abrigo e controlar a presença de baratas, que são o principal alimento dos escorpiões, tornando o ambiente menos atrativo para esses animais.
Karyston Adriel Machado da Costa, coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica da SES, ressaltou a importância da limpeza e da vedação dos acessos como medida preventiva. “Os escorpiões se adaptam facilmente ao meio urbano e encontram abrigo e alimento dentro das residências. Por isso, manter o ambiente limpo, sem entulhos e com os acessos vedados, é fundamental para reduzir a presença desses animais e prevenir acidentes”
No Mato Grosso do Sul a rede pública está estruturada para esse tipo de atendimento, com unidades básicas e de urgência fazendo o primeiro atendimento e acionando a regulação para encaminhamentos quando necessários, e com pontos estratégicos definidos na rede estadual para garantir acesso rápido ao soro antiescorpiônico.
A SES informa que existem hospitais de referência para atendimento no estado, e que o soro antiescorpiônico não está disponível em todas as unidades, razão pela qual a organização da rede visa encaminhar o paciente conforme a gravidade e a necessidade de tratamento específico.
O reconhecimento rápido do risco e a busca imediata por atendimento médico aumentam a chance de tratamento adequado e reduzem o risco de complicações, por isso não se deve postergar a ida a uma unidade de saúde.
