Aos 100 anos, Celestina Vicentina esbanja vitalidade e relembra histórias de uma vida no Pantanal

Leonardo Cabral em 10 de Abril de 2026

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Celestina Vicentina dos Santos completou 100 anos no dia 6 de abril e se prepara para celebrar a data com uma grande festa neste fim de semana, reunindo familiares e amigos em um momento marcado por emoção, gratidão e muitas lembranças.

Natural de Poconé (MT), onde nasceu em 1926, Celestina mudou-se ainda jovem para Corumbá, acompanhando o esposo, Alexandre de Arruda e Cunha (já falecido). O casal viveu por anos em uma fazenda na região do Paiaguás, no Pantanal, onde construiu sua história e criou os seis filhos — três homens e três mulheres.

Após a morte precoce do marido, Celestina assumiu sozinha a responsabilidade de sustentar a família. “Aprendi muita coisa na fazenda. Trabalhei, cuidei dos meus filhos e consegui criá-los. Foi lá também que conheci pessoas que me acolheram como família”, relembrou ao Diário Corumbaense.

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Familiares e amigos estão chegando para festejar o centenário de Celestina

As memórias do Pantanal seguem vivas. A centenária destaca que a vida simples contribuiu para sua longevidade. “A gente plantava, colhia, fazia remédios caseiros, chás. Isso ajudou muito na minha saúde. Eu gostava de pescar, cozinhar, até roçava”, contou, orgulhosa.

 

Há cerca de duas décadas, Celestina passou a morar na área urbana de Corumbá. Com os filhos já formados e uma família com netos, bisnetos e até tataraneta, ela celebra a trajetória com gratidão. “Só tenho a agradecer. Vi minha família crescer e isso é uma felicidade enorme”, afirmou.

Conhecida pelo bom humor e pela presença marcante, Celestina mantém o espírito firme. “A última palavra aqui em casa é a minha”, disse, entre risos, destacando o carinho que dedica não apenas aos familiares, mas também aos chamados “filhos do coração” – pessoas que conviveram com ela ao longo da vida. 

 

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Alegria de Celestina contagia todos que a rodeiam

A comemoração dos 100 anos acontecerá em um clube da cidade, com música e o tradicional churrasco pantaneiro, incluindo o “churrasco de buraco”, prato típico da região. Familiares e amigos vindos de Mato Grosso, do Pantanal, de São Paulo e até da França são esperados para a celebração.

 

 

“Estou muito feliz. Fazer 100 anos é uma dádiva. Agradeço a Deus e à minha família por todo esse carinho”, finalizou a centenária.