Rosana Nunes em 22 de Setembro de 2026
Divulgação/Polícia Rodoviária Federal
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu aproximadamente 974,6 quilos de drogas por volta das 3h26 desta terça-feira (22), na BR-262, em Miranda. Os policiais abordaram um conjunto de veículos de carga formado por um caminhão-trator e dois semirreboques, conduzido por um homem de 44 anos.
A equipe solicitou a documentação pessoal do motorista, dos veículos e a nota fiscal da carga. Segundo a PRF, o condutor disse que seguia para Minas Gerais, demonstrou nervosismo e apresentou informações contraditórias quando questionado sobre a origem, a data e o horário em que minério de ferro havia sido carregado.
Diante das inconsistências apresentadas, os policiais determinaram a retirada das lonas de cobertura dos semirreboques para uma inspeção mais detalhada.
Durante a fiscalização, a equipe encontrou diversos sacos de ráfia com entorpecentes no segundo semirreboque, despejados diretamente sobre a carga de minério de ferro.
A apreensão totalizou 1.044 volumes, com peso bruto de 974,6 quilos. Foram encontrados 630 buchas de skunk (droga mais potente que a maconha), que somaram aproximadamente 543 quilos; 214 tabletes de pasta base de cocaína, com peso de 218,2 quilos; e 200 tabletes de cloridrato de cocaína que pesaram cerca de 213,4 quilos.
Questionado sobre a droga, o motorista afirmou aos policiais que, após o carregamento do minério em Corumbá, havia parado em um restaurante. Segundo seu relato, naquele local teria sido abordado por um homem de nacionalidade boliviana, que ofereceu dinheiro para que ele transportasse a droga até Campo Grande.
Ainda conforme o depoimento apresentado à equipe, o motorista disse que não sabia o nome do suposto contratante e que, ao chegar na capital do estado, receberia uma ligação de uma pessoa não identificada com as informações sobre o local onde a carga de drogas deveria ser entregue.
O homem foi preso por tráfico de drogas e encaminhado, juntamente com os entorpecentes apreendidos, à Delegacia da Polícia Federal em Campo Grande. A investigação deve apurar a origem e a possível participação de outras pessoas no transporte e na distribuição das drogas.



