PorErik Silva4 de novembro de 2026
O Exército Brasileiro coordenou a Operação Jaguaretê entre 1º de julho e 25 de setembro, reunindo tropas de três comandos militares e órgãos de segurança e fiscalização para reforçar a presença do Estado na faixa de fronteira e combater crimes transnacionais.
O balanço divulgado pelo Exército aponta a apreensão de mais de 20 toneladas de drogas, 440 quilos de explosivos e 70 veículos durante o período. As ações também resultaram em prejuízo estimado de R$ 280 milhões às atividades criminosas.
LEIA TAMBÉM
- Operação do Exército soma R$ 66 milhões em prejuízos ao crime na fronteira de Corumbá
- Operação mira grupo que negociou 24 toneladas de drogas pela fronteira de Corumbá

A operação teve participação de instituições federais e estaduais, entre elas Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Também atuaram as polícias militares do Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A área de atuação se estendeu do Paraná até o norte da Amazônia Legal. Durante os quase três meses de trabalho, foram realizadas mais de 2 mil ações, com média diária de 800 militares empregados. O efetivo contou com apoio de mais de 3 mil viaturas, além de embarcações e aeronaves.
Tropas de três comandos militares participaram da ação
A coordenação ficou a cargo do Comando de Operações Terrestres (COTER). A execução envolveu unidades dos comandos militares da Amazônia, do Oeste e do Sul, com participação de brigadas sediadas em diferentes regiões do país.
Pelo Comando Militar do Oeste, que tem atuação em Mato Grosso do Sul, participaram a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, a 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal e a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada. O Comando Militar da Amazônia empregou tropas das 2ª, 16ª e 17ª Brigadas de Infantaria de Selva. Também integrou a operação a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, do Comando Militar do Sul, sob controle operacional do CMO.

A atuação conjunta permitiu combinar a capacidade de mobilização do Exército com as atribuições específicas dos órgãos parceiros. As forças policiais participaram das atividades de segurança e investigação, enquanto a Receita Federal atuou na fiscalização aduaneira e o Ibama nas ações relacionadas a crimes ambientais.
O Exército também apresentou uma relação entre os recursos empregados e os resultados estimados. Segundo o balanço, para cada R$ 1 destinado ao custeio das ações militares, foram gerados aproximadamente R$ 24 em prejuízos diretos às estruturas criminosas.

A Operação Jaguaretê integrou ações realizadas em diferentes regiões da fronteira brasileira, com participação de órgãos responsáveis por segurança pública, fiscalização e controle ambiental. O balanço reúne os resultados obtidos durante o período encerrado em 25 de setembro.



