Rosana Nunes em 04 de Novembro de 2026
Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal, deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Ifrit, que investiga uma organização criminosa transnacional com atuação na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e ramificações em outros estados. Em Mato Grosso do Sul, os mandados são cumpridos em Campo Grande, Ponta Porã, Jaraguari e Cassilândia. A ação, autorizada pela Justiça Federal de Campo Grande, também ocorre em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
Ao todo, são cumpridos 76 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão, sendo 25 preventivos e um temporário. A operação também cumpre três medidas de monitoramento eletrônico e o afastamento de três policiais civis de suas funções.
Armamentos e munições de vários calibres apreendidos em Ponta PorãAs investigações apontam que o grupo era liderado por um núcleo familiar e mantinha ligação com outras organizações criminosas. A apuração também identificou a possível participação de agentes das forças de segurança, entre eles policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal.
A organização é investigada por tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e envolvimento em crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Conforme a Polícia Federal, o grupo utilizava armamento pesado, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar organizações rivais.
A principal área de atuação ficava na região de fronteira entre Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Segundo a investigação, o grupo adquiria drogas e armas na Bolívia, no Peru e no Paraguai, que abasteciam redes de distribuição no Brasil. Parte dos entorpecentes também seguia por rotas internacionais com destino à Europa, principalmente Espanha e Portugal.
Nome da operação
O nome Ifrit é uma referência a um demônio de fogo da mitologia árabe, conhecido por sua força colossal, astúcia e crueldade. As forças de segurança escolheram esse nome devido às características da própria facção criminosa, que utilizava armamento pesado e carros blindados para confrontar rivais e o Estado.
Com informações da Polícia Federal.



