Rosana Nunes em 28 de Outubro de 2026
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O Pantanal, tradicional destino da pesca esportiva brasileira, volta a ser cenário de uma iniciativa voltada ao protagonismo feminino. Começa nesta quarta-feira (28), em Corumbá, a edição 2026 do Anzol Rosa, projeto que reúne mulheres para a prática da pesca esportiva e para uma experiência de contato com a natureza.
A programação será realizada em dois períodos, com embarques de 28 de outubro a 1º de novembro e de 1º a 5 de novembro. As saídas acontecem no Porto Geral de Corumbá.
A escolha do município reforça a posição da cidade como um dos principais polos da pesca esportiva no Pantanal. Corumbá possui estrutura para receber turistas do segmento e concentra a maior frota de barcos-hotéis da América Latina, com mais de 20 embarcações de diferentes padrões.
Além de movimentar o setor pesqueiro, a atividade tem impacto direto na economia local ao envolver hospedagem, alimentação, transporte, guias, comércio e serviços especializados. A pesca esportiva também está entre os segmentos que contribuem para a movimentação do turismo em Mato Grosso do Sul.
Criado em Corumbá, o Anzol Rosa é apontado como a primeira iniciativa brasileira dedicada exclusivamente à pesca esportiva feminina. Ao longo das edições realizadas desde 2022, o projeto já reuniu cerca de 2 mil pescadoras do Brasil, além de participantes do Paraguai e da Bolívia.
A proposta utiliza o pesque e solte como ferramenta de integração com a natureza e de incentivo à participação das mulheres em uma atividade historicamente associada ao público masculino. Para participantes, a experiência também representa uma oportunidade de interromper a rotina e dedicar tempo ao lazer.
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Anzol Rosa é apontado como a primeira iniciativa brasileira dedicada exclusivamente à pesca esportiva feminina“A história da pesca sempre foi uma coisa meio de homem, mas quando fui para o rio Paraguai, eu acabei vendo muita mulher, além de famílias. É uma experiência marcante”, relata a psicopedagoga Lilia Maria Gouveia Bezerra.
A pedagoga Delari Maria Bottega também destaca a oportunidade de vivenciar momentos de descanso e contato com o ambiente pantaneiro. “É uma experiência incrível porque a gente tira um tempo que é só para gente, em meio à natureza, com cenários lindos”, afirma.
Impacto no turismo
A movimentação provocada pela pesca esportiva vai além dos embarques. Cada visitante que chega à região movimenta uma cadeia que envolve hotéis, restaurantes, piloteiros, lojas de equipamentos, transportadoras e outros serviços.
“Quem vem pescar no Pantanal não consome só o rio. Ele se hospeda, come, contrata piloteiro, compra equipamento, conhece a cidade e volta. A pesca esportiva é a porta de entrada de uma cadeia inteira do turismo em Mato Grosso do Sul”, afirma Joice Carla Santana Marques, proprietária da Joice Tur.
Para o diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, José de Carvalho Junior, o Zelinho, a pesca esportiva está entre os principais ativos turísticos de Mato Grosso do Sul e tem potencial para fortalecer pequenos negócios ligados à atividade.
“Mato Grosso do Sul está entre os principais destinos de pesca esportiva do país, e o Pantanal é uma marca reconhecida dentro e fora do Brasil. O desafio agora é qualificar os pequenos negócios que formam essa cadeia, do piloteiro à pousada, para que o turista encontre um padrão de excelência”, avalia.
Com informações da Associação Integra Pantanal (Assinp)



