Leonardo Cabral

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Uma mulher de 56 anos perdeu quase R$ 4,5 mil após ser vítima de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por integrantes do sistema de Justiça. O caso foi registrado como estelionato, na sexta-feira (16), na Polícia Civil de Ladário, dois dias após as transações financeiras.

Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um homem que se identificou como promotor de Justiça. Utilizando um número com DDD 67, ele afirmou que ela teria uma audiência marcada e que seu advogado participaria do procedimento.

Mais tarde, por volta das 17h17, a mulher recebeu uma chamada de vídeo do mesmo número, mas desta vez aparecia uma fotografia com a sigla “STJ”. Durante a conversa, o golpista fez perguntas sobre os bancos utilizados pela vítima e, em seguida, passou a orientá-la sobre supostos procedimentos necessários para receber valores relacionados ao processo.

A mulher foi instruída a acessar sua conta da Caixa Econômica Federal e digitar a senha. O golpista afirmou que a tela ficaria preta para impedir que a senha fosse visualizada. Depois, ao saber que ela utilizava com maior frequência uma conta do Infinity Pay/PagBank, orientou a mulher a acessar a área do cartão de crédito, alegando que o dinheiro referente à ação judicial seria depositado de forma parcelada.

A vítima informou que tinha R$ 5 mil de limite disponível e seguiu as instruções recebidas. O criminoso também encaminhou links pelo WhatsApp. Ao acessá-los, eram apresentadas opções para realização de transferências via Pix.

Conforme o boletim, foram feitas duas transferências por Pix, de R$ 1.999,99 e R$ 380, destinadas a pessoas diferentes. Também foi realizada uma operação de Pix no crédito no valor de R$ 1.999,99, cujo pagamento informado foi de R$ 2.081,23.

Após as transações, o golpista orientou a vítima a não acessar as contas bancárias até o dia seguinte. Ela voltou a procurá-lo posteriormente para saber quando receberia o suposto valor da ação. O homem respondeu que estava participando de uma audiência.

À noite, o homem entrou novamente em contato e perguntou se poderiam continuar com o procedimento. Foi nesse momento que a nora da vítima percebeu que ela havia sido enganada. A vítima bloqueou o número utilizado pelo estelionatário, informou o caso ao banco e procurou a Polícia para registrar a ocorrência.