Rosana Nunes em 14 de Outubro de 2026
Divulgação/Polícia Civil
A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) deflagrou nesta quarta-feira (14) a Operação Reboot, com o cumprimento de nove mandados de prisão e 25 de busca e apreensão domiciliar nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ação tem como alvo suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de capitais.
A investigação teve início após uma fraude eletrônica contra uma agência bancária localizada em Campo Grande, que provocou um prejuízo de R$ 655 mil. Conforme apurado pela Polícia Civil, os envolvidos utilizaram credenciais falsas da instituição financeira para se passar por funcionários de uma área estratégica do banco.
Durante as apurações, a DERCC identificou indícios de que o grupo atuava em todo o território nacional, com núcleos concentrados nos três estados onde os mandados foram cumpridos. As investigações apontaram ainda que os suspeitos praticavam crimes cibernéticos em diferentes regiões do país, incluindo Mato Grosso do Sul.
A operação contou com o apoio das Polícias Civis de Santa Catarina e de São Paulo, além de diversas unidades policiais do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, também participaram equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos celulares e outros dispositivos móveis que poderão contribuir para o avanço das investigações. Em uma das residências, também foram encontradas substâncias entorpecentes, o que resultou na prisão em flagrante de um dos investigados por tráfico de drogas.
Nome da operação
De acordo com a Polícia Civil, o nome Reboot faz referência à ideia de reinício. A investigação identificou que suspeitos considerados relevantes no grupo possuíam antecedentes por crimes graves e violentos, como tráfico de drogas, roubo majorado com uso de arma de fogo e homicídio.
A apuração indica que esses indivíduos teriam migrado para a prática de fraudes pela internet, adotando métodos mais sofisticados de atuação criminosa.
Os investigados foram indiciados por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais. Segundo a Polícia Civil, as penas somadas para esses crimes podem variar de oito a 21 anos de prisão. Os suspeitos permanecem custodiados à disposição da Justiça.
Com informações da Polícia Civil de MS.



