Rosana Nunes em 23 de Setembro de 2026

Divulgação/PMC

O Comitê de Combate às Arboviroses de Corumbá se reuniu nesta quarta-feira (23), no auditório do Paço Municipal, para apresentar as ações de enfrentamento à dengue, zika e chikungunya e discutir a implantação do método Wolbachia no município.

A tecnologia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia, capaz de reduzir a capacidade de transmissão dos vírus causadores dessas doenças. O método não envolve modificação genética e a bactéria não oferece risco à saúde humana.

A previsão é que as primeiras solturas ocorram em outubro, abrangendo 11 regiões: Nossa Senhora de Fátima, Universitário, Centro América, Popular Velha, Arthur Marinho, Jardim dos Estados, Popular Nova, Aeroporto, Nova Corumbá, Maria Leite e Guarani.

A liberação será gradual, uma vez por semana, durante aproximadamente seis meses. A ação será acompanhada por monitoramento para verificar o estabelecimento da Wolbachia na população de mosquitos.

A secretária municipal de Saúde destacou que a chegada da tecnologia representa um novo aliado para o município, que enfrenta historicamente períodos de aumento de casos de dengue e, mais recentemente, também registrou circulação significativa do vírus chikungunya. “O método será um novo aliado nesse combate, mas, para isso, precisamos muito da conscientização da população, de entender a tecnologia e apoiar as solturas”, afirmou Tatiana Mattos.

A gerente de Vigilância em Saúde, Walkíria Arruda da Silva, informou que os agentes de endemias já foram capacitados e que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) está sendo preparado para receber os materiais necessários à implantação. “O que antes era um vetor de doença, agora passa a ser um aliado da saúde pública. Já capacitamos os agentes de endemias, porque existe uma metodologia muito robusta de monitoramento, e estamos adaptando o CCZ para receber os materiais”, explicou.

Monitoramento

Reprodução

Paralelamente à soltura, será realizado o monitoramento da presença da Wolbachia no ambienteO monitoramento será feito com ovitrampas, armadilhas utilizadas para coletar ovos de mosquitos. A previsão é iniciar as coletas cerca de um mês após o começo das solturas e manter o acompanhamento mesmo depois do encerramento dessa etapa.

O projeto também prevê a instalação de um núcleo de eclosão em Corumbá, onde os ovos dos mosquitos serão preparados para o desenvolvimento até a fase adulta antes de serem levados aos bairros selecionados.

A Secretaria de Saúde reforça que o método Wolbachia não substitui as ações de prevenção. A eliminação de água parada e de possíveis criadouros do Aedes aegypti continua sendo necessária para reduzir a circulação das arboviroses.

Participaram da reunião representantes da Unicesumar, UFMS, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil, além de profissionais das áreas de vigilância e controle de arboviroses.

Com informações da Assessoria de Comunicação da PMC.