Thatiana Melo – Midiamax
Os presos do PCC (Primeiro Comando da Capital) que fizeram ‘festa’ dentro do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande foram transferidos na manhã desta quarta-feira (2). Um comboio de viaturas da Polícia Penal levou os detentos.
Conforme informações, a Operação Nêmesis está em seu segundo dia, com a realização de operação pente-fino e transferências de internos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande. Os trabalhos são realizados com o apoio da FPN (Força Penal Nacional), segundo a Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul).
Nas imagens divulgadas por @dendryrios, é possível ver o comboio das viaturas passando em direção à saída para Três Lagoas, com os detentos. Por questões de segurança, informações sobre para onde os presos foram transferidos não foram repassadas.
Em nota, a Agepen-MS disse: “A Agepen e sua Polícia Penal deram início ao segundo dia da Operação Nêmesis, com a realização de operação pente-fino e transferências de internos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho à Máxima de Campo Grande. Os trabalhos são realizados com o apoio da Força Penal Nacional (FPN).
O nome da operação Nêmesis (Νέμεσις), na tradição grega, representa a resposta inevitável à arrogância, ao excesso e à transgressão da ordem. O nome transmite reação proporcional, restabelecimento da autoridade e consequência, sem soar excessivamente bélico.
Atuam na operação operacional do COPE (Comando de Operações Penitenciárias), da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) e policiais penais do presídio, além dos operacionais da FPN.
Droga no presídio
A Agepen-MS afirma ainda que as drogas entraram na Máxima por meio de arremessos de drones. Recentemente, a Polícia Penal e a Força Penal Nacional teriam intensificado o monitoramento, interceptando 13 tentativas de entrega por drones na unidade penal entre os dias 25 e 29 de agosto.
No entanto, a ação não impediu a entrada do entorpecente no presídio, conforme os presos exibiram nos vídeos. Após o Midiamax divulgar a reportagem e cobrar ações, a Agepen-MS informou que realizou um pente-fino no presídio.
“Todos os internos identificados também estão sendo submetidos ao Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (PADIC). A manifestação coletiva de apoio ou alusão a organizações criminosas pode configurar falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), com possíveis consequências no cumprimento da pena. Dependendo da conduta, também pode haver responsabilização criminal, nos termos do Código Penal e da Lei nº 12.850/2013 (Lei das Organizações Criminosas)”, pontua a Agepen-MS, em nota.
Os vídeos aos quais o Jornal Midiamax teve acesso mostram os criminosos em volta de uma mesa forrada de cocaína, com fala dos criminosos agradecendo a participação de todos os envolvidos e comemorando os 33 anos do PCC, além de colocar a Máxima como a “maior sede dentro de MS”.
Aniversário do PCC
“Aniversário do comando, 33 anos. Mato Grosso do Sul, Máxima em Campo Grande, maior sede do PCC dentro do estado de MS”, diz o criminoso, não identificado até o momento.
A Agepen-MS não divulgou o nome dos envolvidos ou quantos foram transferidos, afirmando que essas informações são sigilosas.
O PCC ‘nasceu’ em 31 de agosto de 1993, e a comemoração dentro do presídio não é fato novo. Em 2016, o Midiamax deu a mesma notícia, quando imagens dos presos comemorando o aniversário da facção também chegaram ao jornal.
Na época, as fotos eram de Alexandrinho, o Alexandre Barreto de Castro. Ele estava preso por matar o policial militar Rony Maickon Varoni de Moura da Silva. Anos depois, já em liberdade, Alexandrinho morreu em confronto com a Polícia Militar, em 2022.



