PorWeber Reis20 de julho de 2026
A Espanha voltou ao topo do futebol mundial ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), e conquistar o segundo título de sua história na Copa do Mundo. O gol do bicampeonato foi marcado pelo atacante Ferran Torres, que saiu do banco de reservas para decidir a final disputada nos Estados Unidos.
O resultado encerra um jejum de 16 anos desde a conquista de 2010 e impede o tetracampeonato argentino. A equipe comandada por Luis de la Fuente dominou praticamente toda a decisão, controlou a posse de bola, criou as principais oportunidades durante os 120 minutos e só conseguiu superar o goleiro Emiliano “Dibu” Martínez no tempo extra.
Com a conquista, a Espanha passa a integrar o grupo das seleções bicampeãs mundiais, ao lado de Uruguai e França. A seleção ainda amplia uma sequência histórica de 38 partidas de invencibilidade, superando o recorde anterior da Itália entre 2018 e 2021.
O gol do título saiu logo no início da segunda etapa da prorrogação. Pedro Porro cruzou pela direita, Nico Williams ajeitou para trás dentro da área e Ferran Torres finalizou de primeira para vencer Dibu Martínez. O atacante ainda marcou novamente minutos depois, mas o lance foi invalidado por impedimento.
Domínio espanhol e resistência argentina
A Espanha controlou a partida desde os primeiros minutos e praticamente não permitiu que a Argentina ameaçasse seu sistema defensivo. Ainda na etapa inicial, Lamine Yamal, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal e Marc Cucurella criaram as melhores oportunidades, todas neutralizadas por Dibu Martínez.
Na volta do intervalo, a pressão aumentou. Dani Olmo, Alex Baena, Ferran Torres, Pau Cubarsí e Mikel Merino levaram perigo em sequência, enquanto a Argentina encontrava dificuldades para ultrapassar o meio-campo.
A situação argentina ficou ainda mais complicada nos acréscimos do segundo tempo regulamentar. O volante Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo após falta sobre Cubarsí e foi expulso, deixando os sul-americanos com um jogador a menos para toda a prorrogação.
Mesmo em vantagem numérica, a Espanha precisou insistir até encontrar o gol decisivo. Nico Williams chegou a balançar as redes no primeiro tempo extra, mas o árbitro anulou a jogada por falta na origem do lance.
Nova geração confirma favoritismo
A campanha consolida uma geração apontada como sucessora da equipe campeã em 2010. Com média de idade de 26,2 anos, o elenco reúne jogadores como Pedri, Gavi, Nico Williams, Lamine Yamal, Rodri e Cucurella, que deverão chegar em condições de disputar a Copa de 2030, quando a Espanha será uma das sedes do torneio.
Lamine Yamal, de 19 anos, também entrou para a história ao se tornar um dos campeões mundiais mais jovens da competição. Mesmo sem repetir grandes atuações na decisão, o atacante foi um dos destaques da campanha espanhola.
Outro marco alcançado pela Espanha é a conquista simultânea dos títulos mundiais masculino e feminino. A seleção feminina venceu a Copa do Mundo de 2023 e agora divide com a equipe masculina o posto de atual campeã do mundo.
Messi encerra trajetória em Copas
Pela Argentina, a derrota marcou a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 disputou seu sexto Mundial e encerra a carreira na competição com o título conquistado em 2022, dois vice-campeonatos, em 2014 e 2026, além de terminar como o segundo maior artilheiro da história do torneio, com 21 gols.
Durante boa parte da Copa, Messi liderou o ranking histórico de goleadores, mas acabou ultrapassado por Kylian Mbappé, que chegou a 22 gols após a disputa do terceiro lugar.
