PorErik Silva
Decisão comunicada à CVM afasta novos aportes da Vale nas minas de Corumbá, enquanto a LHG Mining mantém seu plano de expansão até 2029
A Vale descartou novos investimentos no ativo de minério de ferro localizado em Corumbá, após concluir uma análise técnica, econômica e financeira. A decisão foi informada à Comissão de Valores Mobiliários nesta terça-feira (14), depois da circulação de notícias sobre uma possível reavaliação do empreendimento.
A mineradora declarou que examina regularmente oportunidades ligadas às suas prioridades estratégicas, mas não dará continuidade a qualquer aporte nas minas do município. No comunicado ao mercado, a Vale registrou a posição da companhia. “A Companhia avaliou a oportunidade e descartou qualquer investimento relacionado ao ativo de minério de ferro localizado em Corumbá”.
LHG Mining amplia produção e logística
O ativo deixou o controle da Vale em 2022, quando a Mineração Corumbaense Reunida foi vendida ao grupo J&F. A operação deu origem à LHG Mining, criada para administrar os ativos de mineração adquiridos em Mato Grosso do Sul.
A atual controladora mantém um plano para elevar a produção anual de minério de ferro e manganês de 2 milhões de toneladas, volume registrado quando assumiu o negócio, para 25 milhões de toneladas em 2029. A meta representa alta de 1.150%, enquanto a produção atual está próxima de 13 milhões de toneladas por ano.
Os investimentos abrangem caminhões, escavadeiras, equipamentos de beneficiamento e melhorias no transporte da produção, incluindo um novo berço de atracação no Terminal Privativo Gregório Curvo, na Hidrovia do Paraguai. Conforme o diretor geral de Navegação da LHG Mining, Iclair Macarello, cerca de 2,5 milhões de toneladas ficam no mercado brasileiro e o restante é exportado.
O minério segue pela hidrovia até o Uruguai, onde passa de barcaças para navios Panamax e depois para embarcações Capesize destinadas aos mercados da China e da Europa. A estrutura disponível quando a LHG Mining assumiu a operação contava com 18 rebocadores e 252 barcaças.
Desde então, a frota recebeu mais 10 rebocadores e 41 barcaças, enquanto 21 rebocadores e 400 barcaças estão em construção. A previsão da empresa é chegar a 2028 com 49 rebocadores e aproximadamente 700 embarcações para atender ao aumento planejado da produção e das exportações a partir de Corumbá.
