PorErik Silva9 de julho de 2026
Pré-candidatos que prometem se colocar como alternativa ao atual governo de Mato Grosso do Sul dizem contar com um segundo turno em outubro mesmo diante de pesquisas que apontam decisão no primeiro turno. Eles sustentam que o período restante de campanha favorece nomes com projeto definido em vez de aposta apenas na imagem.
O advogado e ex-deputado Fábio Trad ressaltou a importância do tempo para apresentar propostas e evitar improvisos. “Faltam três meses. É tempo suficiente para quem tem projeto e insuficiente para quem só tem imagem. As pesquisas mostram uma disputa difícil, eu não vou fingir o contrário. Mas eu não vou trocar quem eu sou pelo que os números pedem”
Fábio Trad descreveu sua estratégia como centrada em diagnóstico técnico e propostas oriundas de sua formação profissional. “Minha campanha é de diagnóstico e proposta: eu vim da sala de aula, vim dos tribunais, e é assim que eu enxergo o governo como uma tese que se sustenta com dado, não como um jingle que se repete. Se isso for suficiente para o segundo turno, ótimo. Se a população achar que basta, eu vou. Se não achar, eu não vou correr atrás do improviso pra compensar. Quem vai governar Mato Grosso do Sul tem que ter personalidade e a minha não está à venda por três meses de campanha”
O pré-candidato do Democracia Cristã, identificado como Economista Renato, afirma ter sinais de virada a partir de pesquisas internas e do contato com o interior do estado. “Tenho quase certeza de que haverá segundo turno. Certos jornalistas me dizem que algumas pesquisas internas têm apontado resultados muito diferentes das pesquisas que são divulgadas. Eu mesmo tive acesso a uma pesquisa que aponta segundo turno. O que condiz com o meu sentimento quando visito os centros das cidades no interior do estado”
Renato também questionou a origem e a confiabilidade de levantamentos públicos e sugeriu necessidade de averiguação por órgãos competentes. “Outras informações me apontam questões ainda mais graves, que caberia apuração do MP: que a quase totalidade das pesquisas divulgadas, por serem bancadas por grupos pró-governo, podem estar tendo resultados muitíssimo suspeitos, para dizer o mínimo. A rejeição com esse governo é muito grande, o povo tem estado muito insatisfeito com os serviços apresentados”
O pré-candidato do Agir, Jeferson Bezerra, destacou que a campanha dele se apoia na mobilização sem recursos de fundo partidário e no uso de redes sociais, e vê nisso vantagem para forçar um segundo turno. “No meu caso, como não tenho dinheiro do fundo partidário, nem tempo de tv, a campanha é na raça , feita através de rede social. Pesquisa com 2000 pessoas não quer dizer mais de 1 milhão de voto. Meu nome é novo, nunca tive mandato de nada, mas tenho coragem de colocar o nome na urna”
Outros pré-candidatos foram procurados e não responderam até a publicação, enquanto as campanhas de oposição articulam percursos e mensagens para os próximos meses.
Com informações Investiga MS
