Da Redação em 25 de Junho de 2026
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Uma mensagem suspeita recebida no celular serviu de exemplo para uma importante orientação sobre segurança digital. Horas antes de participar de uma palestra sobre golpes virtuais, o aposentado Nilson João Neves, de 73 anos, recebeu um pedido para atualizar um cadastro que ele nunca havia realizado. Desconfiado, não acessou o link e bloqueou o contato.
A situação reforçou uma das principais recomendações apresentadas pela Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS) durante uma palestra realizada na terça-feira (23), na Associação Amor pela Vida, em Campo Grande. A atividade, promovida pelo Núcleo de Computação Forense, reuniu 22 pessoas idosas e integrou a programação do Junho Prata, campanha voltada à proteção e valorização dessa população.
O perito criminal Jefferson Lucena, especialista em Computação Forense e Segurança da Informação, explicou que os golpes digitais costumam explorar sentimentos como pressa, medo, confiança e expectativa de vantagem. Entre os exemplos apresentados estavam pedidos urgentes de Pix, falsos familiares que afirmam ter trocado de número, links enviados por mensagens, perfis falsos e anúncios com preços muito abaixo do mercado.
Durante a palestra, os participantes receberam orientações para interromper contatos suspeitos e confirmar informações antes de clicar em links, fornecer dados pessoais ou realizar transferências financeiras. A recomendação é sempre buscar outro canal de comunicação, utilizando números já conhecidos ou os meios oficiais de empresas e instituições.
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Nilson, de 73 anos, a esposa Jane, de 76, e a bisneta participaram da dinâmica com orientações para prevenção de golpes digitaisA tecnologia faz parte da rotina de muitos idosos, mas o uso frequente de aplicativos e serviços digitais não elimina os riscos. Nilson contou que utiliza o celular para pagamentos e serviços bancários e reconheceu que já foi vítima de golpe. Para ele, a solução é aprender a utilizar as ferramentas digitais com mais atenção.
“Hoje eu pago minhas contas de casa. A tecnologia facilita muito a vida da gente, mas é preciso saber usar para não cair em golpe”, afirmou.
A esposa dele, Jane da Silva São Romão, de 76 anos, também relatou já ter recebido mensagens com falsas promessas de dinheiro e pedidos de pagamentos para liberar supostos valores. Segundo ela, a orientação é nunca compartilhar códigos ou informações pessoais sem confirmar a procedência da solicitação. “Tenho que ficar atenta a todas as ligações e mensagens que chegam”, disse.
Além dos cuidados preventivos, a palestra abordou como agir após uma possível fraude. Segundo a Polícia Científica, conversas, áudios, números de telefone, perfis, links, horários e comprovantes podem ser importantes para a investigação. A recomendação é não apagar mensagens, evitar restaurar o aparelho e comunicar rapidamente o banco ou a plataforma envolvida, além de registrar a ocorrência.
O Núcleo de Computação Forense realiza exames em celulares, computadores, arquivos e outros registros digitais, buscando identificar, preservar e analisar vestígios que possam contribuir para investigações e produção de provas técnico-científicas.
Durante o encontro, os participantes também conheceram materiais utilizados pela Polícia Científica em exames periciais e receberam auxílio para configurar recursos de privacidade e segurança nos próprios aparelhos.
Ao final da atividade, os idosos receberam um folder com orientações práticas e escolheram mensagens de conscientização, como “senha e código são secretos”, “antes do Pix, confirme”, “guarde provas” e “não clique em links suspeitos”. A proposta foi transformar o aprendizado em alertas simples para serem lembrados e compartilhados com familiares.
Com informações da Agência de Notícias da Secom MS.
