Fiscalização conjunta apreende insumo químico que poderia produzir 40 toneladas de cocaína

Rosana Nunes 

Divulgação/Receita Federal

Uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Rodoviária Federal apreendeu aproximadamente 20 toneladas de acetato de etila, substância utilizada no refino da cocaína. A ação ocorreu na tarde desta quinta-feira (11), na Base Operacional da Ponte, da PRF, em Porto Morrinho, a cerca de 70 quilômetros de Corumbá.

A apreensão foi resultado de um trabalho de inteligência desenvolvido pelas duas instituições com o objetivo de combater o narcotráfico nas regiões de fronteira. Participaram da operação equipes da Análise de Risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, em São Paulo (DIREP 08), da Vigilância e Repressão da Receita Federal em Corumbá e policiais rodoviários federais de plantão.

Durante a fiscalização, os agentes identificaram irregularidades na documentação da carga transportada por uma carreta que seguia para a Bolívia. Após a verificação, foi constatado que o veículo transportava o produto químico conhecido como “solvente nobre” por ser utilizado na transformação da pasta base em cloridrato de cocaína, uma forma refinada da droga.

Divulgação/Receita Federal

Carregamento do insumo químico seguia para a BolíviaSegundo estimativa das autoridades, considerando a proporção média empregada por traficantes – um litro do insumo para cada dois quilos de droga pronta para consumo – a quantidade apreendida poderia ser utilizada na produção de aproximadamente 40 toneladas de cloridrato de cocaína.

De acordo com a Receita Federal, o controle rigoroso de precursores e insumos químicos é uma importante estratégia de combate ao narcotráfico transnacional. Além de causar prejuízos financeiros às organizações criminosas, esse tipo de fiscalização permite interromper a cadeia de produção da droga ainda na origem.

A carreta e o motorista foram encaminhados à Polícia Federal, em Corumbá, que dará prosseguimento às investigações.

Com informações da Alfândega da Receita Federal.