PorLucas Meirelles18 de maio de 2026
O Festival América do Sul 2026 levou uma sessão de contação de histórias ao Centro Municipal de Educação Infantil Miriam Mendes, na periferia do bairro Guatós, em Corumbá, em uma ação que atingiu 50 crianças de três a cinco anos e marcou a primeira vez em que a programação do festival foi trazida diretamente à unidade.
A atividade foi conduzida pela contadora de histórias e pedagoga Cristiane Wutzke, que também atua como professora de artes da rede estadual e possui cinco anos de experiência na contação.
Cristiane trabalhou com narrativas centradas em animais, diversidade e autocuidado e destacou o tema como forma de aproximar as crianças dos conceitos de cuidado e respeito.
“Eu gosto muito desse tema porque traz as crianças para mais perto. Fala da importância do cuidado mútuo, de olhar para nós mesmos com carinho, de gostarmos e amarmos a nós mesmos, e de agradecer pelo que somos, pelo que temos e por essa diversidade que nós somos”
A contadora avaliou também a reação do público infantil durante a sessão e ressaltou a participação ativa dos pequenos.
“A turma foi super participativa. Eles estavam empolgados, participaram de todas as iniciativas”
Ao comentar o momento mais marcante da apresentação, Cristiane destacou a expressão das crianças como sinal do impacto da atividade.
“O principal é o brilho no olhar deles — ver eles participando, gostando, interagindo. É sempre um prazer estar compartilhando memórias com as crianças.”
A coordenadora pedagógica Shirley dos Santos Cândido de Azevedo considerou que a ação supre uma necessidade no cotidiano das crianças, ao promover o contato com a leitura e com o imaginário longe das telas.
“Essa contribuição da leitura, da contação de história, do imaginário com as crianças na primeira infância faz toda a diferença nessa faixa etária — especialmente porque as crianças estão viciadas em telas”
Shirley relacionou a oficina com o trabalho pedagógico da unidade, apontando efeitos diretos na apropriação da linguagem e na interpretação de textos pelas crianças.
“Quando a gente traz elas para esse contato com a história contada, com interpretação de texto, isso faz toda a diferença no nosso trabalho.”
A diretora Mariana Gomes Duarte explicou que o CEMEI atende 250 crianças no total, mas que a sessão foi pensada especialmente para a turma de três a cinco anos, reforçando a literatura infantil como eixo das atividades da escola.
“A leitura, a literatura infantil é o carro-chefe das nossas atividades. A gente tem uma sala de leitura que dá esse acesso”
Mariana destacou que levar programação cultural até a escola amplia o acesso e evita que limitações logísticas impeçam a participação das famílias e das crianças.
“Trazer a contação de histórias para o CEMEI é muito importante porque a gente abre literalmente as portas da imaginação. Talvez muitas crianças não tenham oportunidade de ver a programação do festival por conta da logística — então ao trazer para cá, a gente dá acesso à cultura, à imaginação, à criatividade. É uma experiência enriquecedora.”
A diretora salientou ainda o caráter inédito da ação para a comunidade escolar e a reação positiva ao evento.
“É a primeira vez que a atividade vem para o CEMEI, então todo mundo ficou muito feliz, muito grato por essa oportunidade”
Ao reunir contação profissional, foco em temas de diversidade e um público da primeira infância, a oficina do festival buscou integrar proposta cultural e rotina pedagógica, em uma experiência realizada dentro da própria unidade de ensino.
