PF conclui inquérito e aponta que Sicário atentou contra a própria vida

PorErik Silva24 de abril de 2026

A Polícia Federal concluiu nesta quinta-feira (23) o inquérito sobre a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e apontou que o óbito foi provocado pelo próprio detento no dia 4 de março, na cela da carceragem da superintendência da PF em Belo Horizonte, horas após sua prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Master.

Segundo o relatório, Mourão foi reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia, recebeu atendimento médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e foi encaminhado a um hospital da capital mineira, onde teve morte encefálica reconhecida.

O documento final não apontou intervenção externa na ocorrência e foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que havia determinado a apuração do caso.

As investigações registraram que Luiz Phillipi Mourão atuava como ajudante do banqueiro Daniel Vorcaro, também preso na operação, e teria sido responsável pelo monitoramento e pela obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro.

“Sicario”

Qualquer pessoa com pensamentos ou sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde.

O Centro de Valorização da Vida, CVV, realiza apoio emocional e prevenção do suicídio de forma voluntária e gratuita, atendendo sob total sigilo por telefone 188, por e-mail, por chat e por voip, 24 horas por dia, todos os dias, com ligação gratuita para o número 188.

Serviços de saúde que podem ser procurados incluem Centros de Atenção Psicossocial, Unidades Básicas de Saúde, UPAs 24H, SAMU 192, pronto-socorro e hospitais.