PorErik Silva10 de abril de 2026
Na sexta-feira (10) o 1º Tribunal do Júri do Rio volta a julgar Rodrigo da Silva das Neves, acusado de participação na execução do contraventor Fernando Iggnácio, ocorrida em 2020.
O juiz Thiago Portes Vieira de Souza, presidente da sessão, havia suspenso os trabalhos na quinta-feira (9), medida que interrompeu o andamento do processo e adiou as decisões previstas para aquela etapa.
Antes da suspensão, no momento do interrogatório, Rodrigo optou por permanecer em silêncio.
No início da sessão, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro dispensaram seus advogados por discordarem da estratégia de defesa, o que motivou a suspensão do júri relativo a eles e a remarcação para nova data.
Além desses três réus, que respondem pela execução da vítima, o bicheiro Rogério Andrade foi denunciado como mandante do crime, porém o processo em que ele é apontado como possível mando não foi incluído nesta sessão.
Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também apontado como suspeito de participação na ação, foi encontrado morto em 2022.
De acordo com a denúncia, a execução teria ocorrido a mando de Rogério de Andrade, que controla o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis em Bangu, zona oeste da capital fluminense.
Fernando Iggnácio foi executado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, na Costa Verde.
Fernando Iggnácio e Rogério Andrade eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, que morreu em 1997.
