PorErik Silva23 de fevereiro de 2026
A Força Especial de Combate ao Narcotráfico prendeu um brasileiro foragido da Justiça do Brasil armado, na noite de 20 de fevereiro de 2026, em Villa Montes, no sul da Bolívia. A ação ocorreu durante patrulhamento preventivo da UMOPAR, em pontos estratégicos do município localizado na província Gran Chaco, no departamento de Tarija.
O comandante da UMOPAR Sul no Chaco, capitão Gerry Maita Córdova, disse ao Noticias El Chaqueñito que os policiais localizaram uma motocicleta estacionada em uma área arborizada e com baixa iluminação. O veículo tinha dois ocupantes. Segundo a autoridade, o casal demonstrou nervosismo e tentou deixar o local ao perceber a aproximação da equipe policial, o que motivou a abordagem.
Durante a revista, a polícia encontrou com o brasileiro, de 35 anos, uma pistola calibre .380, com carregador e 12 munições intactas. O homem não apresentou qualquer documentação para porte da arma. Diante do risco, os policiais fizeram o desarmamento imediato e conduziram o suspeito e a acompanhante, uma mulher de 26 anos, para custódia.
Após a detenção, o Departamento de Inteligência da FELCN realizou checagem migratória e de antecedentes internacionais. O homem foi identificado como Diego Clonc de Lima, nascido em 20 de fevereiro de 1991, em Ribeirão Preto, São Paulo. Conforme a verificação, ele possui mandado de recaptura ativo expedido pelo Tribunal Segundo Penal do Paraná.
Segundo informações repassadas pelas autoridades brasileiras, o suspeito cumpria pena em regime semiaberto pelo crime de roubo e estava autorizado a trabalhar fora do presídio. O descumprimento das condições impostas levou à emissão da ordem de recaptura.
A polícia boliviana informou que o brasileiro não tem antecedentes criminais registrados na Bolívia. Ele teria entrado no país em 2 de janeiro de 2025 e passou a residir em Villa Montes, onde declarou atuar como tatuador. O caso também foi comunicado à Força Especial de Combate ao Crime e ao Ministério Público.
De acordo com o comandante da UMOPAR, o preso será apresentado a um juiz cautelar nas próximas horas para definição da situação legal pelo crime de posse ilegal de arma de fogo. Após essa etapa, serão adotados os procedimentos de cooperação internacional para tratar da saída do brasileiro do território boliviano.
