Corpo de Bombeiros Militar reforça brigadas e monitoramento para combate aos incêndios nos biomas de MS

Rosana Nunes em 20 de Fevereiro de 2026

Bruno Rezende/Secom MS

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul continua mobilizado na preparação da Operação Pantanal 2026, voltada à prevenção e ao combate de incêndios florestais no Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica. As ações incluem vistoria, manutenção e reparo de equipamentos, além de testes com novos drones equipados com sensores térmicos para auxiliar na identificação de focos de calor.

 

A corporação também realiza treinamento e capacitação dos militares e a organização de brigadas de incêndio em propriedades rurais. A proposta é preparar moradores e trabalhadores locais para os primeiros combates às chamas, reduzindo os danos ambientais e a propagação do fogo.

“As brigadas são uma estratégia de sucesso. Nós disponibilizamos conhecimento, equipamentos, técnicas e práticas, e assim os moradores, as comunidades locais podem se preparar melhor, aumentando a resiliência desses locais e fazendo com que, num eventual sinistro, os danos sejam menores”, disse o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira

Outra medida é a reativação de bases avançadas em diferentes regiões do Pantanal, o que permite resposta mais rápida às ocorrências. O planejamento inclui ainda a realização de queimas prescritas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari. A técnica é utilizada para reduzir o acúmulo de vegetação seca, considerada combustível natural para incêndios de grandes proporções.

 

Bruno Rezende/Secom MS

Drones com sensor de calor também são testados, além de treinamento das equipes

No início deste ano, incêndios foram registrados após um período de estiagem e aumento das temperaturas, atingindo áreas próximas ao Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, a região norte da Serra da Bodoquena, o Nabileque e o norte de Corumbá, nas proximidades do rio Paraguai. A vegetação recuperada de incêndios anteriores e a falta de chuvas contribuíram para a propagação das chamas.

 

 

A previsão de influência do fenômeno climático El Niño em 2026 preocupa as autoridades, já que o fenômeno provoca temperaturas mais elevadas e irregularidade nas chuvas, aumentando o risco de novos incêndios, especialmente durante o inverno. O planejamento da operação prevê atuação com bases terrestres, aeronaves e monitoramento para enfrentar o período mais crítico.

Com informações da Agência de Notícias da Secom MS.