PorErik Silva21 de janeiro de 2026
Riedel destaca a maturidade do grupo que reúne sete estados e o Distrito Federal, enfatizando ganhos em saúde, segurança e força política regional
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, tomou posse da presidência do Consórcio Interestadual Brasil Central (CIB) em uma solenidade realizada nesta quarta-feira (21) em Brasília (DF). O principal foco de sua gestão será ampliar as ações conjuntas entre os sete estados membros, buscando benefícios em áreas cruciais como saúde, educação e segurança, além de aumentar a força política da região.
Riedel sucede o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que liderou o bloco nos últimos dois anos. O novo presidente do CIB ressaltou a importância de estar à frente de um grupo que alcançou um alto nível de maturidade e que consegue defender os interesses regionais de forma coesa.
O governador sul-mato-grossense assumiu o cargo sucedendo Ronaldo Caiado, de Goiás. Riedel, que participou da criação do consórcio há uma década, quando ainda era secretário de Estado, reconheceu a complexidade da função. “Assumo com muita responsabilidade, orgulho e o desafio muito grande de suceder a gestão do governador [Ronaldo] Caiado, que sem dúvida foi muito exitosa. Participei da criação do consórcio há dez anos quando ainda era secretário de Estado. Acompanhei de perto tudo que aconteceu até chegar hoje e ver o nível de maturidade do grupo”.
Impacto Econômico e Social da União
O Consórcio Brasil Central, que abrange o Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins, atua de forma integrada no contexto administrativo, econômico e político. Um dos ganhos mais evidentes é na área da saúde pública, por meio da compra coletiva de medicamentos, gerando economia significativa para os cofres estaduais.
Segundo Riedel, essa modalidade de aquisição permitiu a compra de 136 milhões de medicamentos para entrega nos respectivos estados, resultando em uma redução de custos que variou entre 14% e 30%. O governador citou o caso de Rondônia, que conseguiu acesso a medicamentos que, de outra forma, não seriam viáveis devido à logística complexa da região.
O Consórcio Brasil Central representa uma área geográfica vasta, abrangendo mais de um terço do território nacional. Conforme Eduardo Riedel, esta é uma região que tem registrado um crescimento econômico acelerado, superando a média nacional em duas a três vezes. Riedel enfatizou que o grupo atua com protagonismo em uma agenda internacional complexa que envolve segurança alimentar, transição energética, infraestrutura e abertura de novas rotas.
No campo político, o bloco trabalha de maneira unificada para defender os interesses dos estados em pautas que tramitam no Congresso Nacional e junto a órgãos como o Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo maior peso nas discussões federais.
Estrutura e Abrangência do Bloco
A transição de comando foi marcada por elogios do ex-presidente. Ronaldo Caiado fez questão de destacar as qualidades de seu sucessor, projetando um período de grande dinamismo para o Consórcio. “Uma honra passar a presidência ao Eduardo Riedel. Todos vão ver a dinâmica que ele vai dar também a este consórcio. Ele é ousado, determinado e preparado para conduzir este consórcio. Talvez as pessoas não tenham a dimensão da importância do Brasil Central, que cada vez mais vai ampliar suas ações, no sentido de proteger os interesses dos estados”.
Caiado também citou o potencial econômico dos sete estados, que possuem riquezas próprias e avanços distintos, como o caso de Mato Grosso do Sul, que possui uma das maiores estruturas de produção de celulose da América Latina.
O grupo atua no planejamento e na execução de políticas públicas regionais, fortalecendo a cooperação em áreas estratégicas como desenvolvimento econômico, infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. Durante a assembleia geral em Brasília, além da posse da nova presidência, os governadores discutiram e deliberaram sobre o contrato de rateio administrativo para o exercício de 2026, bem como outros assuntos gerais de interesse dos membros.
