Acesso a DIU e implante subdérmico pelo SUS reduz gravidez na adolescência em MS

PorErik Silva20 de janeiro de 2026

Mato Grosso do Sul registrou uma queda significativa na taxa de gravidez na adolescência, passando de 14,92% para 12,65% entre os anos de 2022 e 2025. Este índice marca a menor taxa registrada na última década, contrariando a tendência observada em nível nacional.

O resultado é um reflexo direto da política pública estadual que tem como foco ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração, conhecidos pela sigla em inglês LARCs, incluindo o DIU e o implante subdérmico. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a política fortalece a autonomia das mulheres e qualifica a Atenção Básica em todo o Estado.

O Governo de MS, por meio da SES, garante e financia a oferta gratuita desses métodos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A estratégia integrada envolveu a intensificação de capacitações para profissionais da rede pública e a distribuição dos métodos, qualificando as equipes para a inserção desses procedimentos diretamente nas unidades de saúde.

O ponto inicial para o acesso aos métodos contraceptivos de longa duração ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios. É na Atenção Básica que a mulher interessada deve procurar a equipe de saúde para receber orientação, passar por consulta e iniciar o processo de escolha do método mais adequado.

O primeiro atendimento consiste em uma consulta com a equipe de saúde, especialmente com enfermeiros e médicos. Neste momento, a paciente manifesta seu desejo em relação ao método e obtém todas as informações sobre as opções disponíveis.

Francielly Rosiani da Silva, enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da SES, detalha o processo de aconselhamento. “Durante a consulta, a mulher é orientada, fala sobre o desejo dela em relação ao método e recebe todas as informações: os prós, os contras, como funciona o procedimento e quais documentos são necessários”.

A orientação fornecida explica os detalhes sobre o procedimento, os possíveis efeitos e a necessidade de acompanhamento após a inserção ou o início do uso do método, garantindo a segurança e a continuidade do cuidado, sempre respeitando a decisão da mulher.

A SES orienta que as mulheres procurem o posto de saúde onde já possuem cadastro e são acompanhadas. Esse vínculo facilita o atendimento e fortalece o monitoramento a longo prazo.

A enfermeira Francielly Rosiani da Silva reforça a importância desse laço com a comunidade. “O ideal é que ela vá ao posto onde já faz acompanhamento, onde recebe a visita do agente comunitário de saúde e onde a equipe já conhece a família e o território. Isso torna o atendimento mais próximo e facilita todo o processo”.

Em muitos municípios, a inserção do DIU ou do implante subdérmico já pode ocorrer na própria UBS, desde que a unidade disponha de profissionais capacitados e estrutura adequada. Em outros casos, a Secretaria Municipal de Saúde organiza unidades de referência para a realização do procedimento. Caso seja necessário, a própria UBS realiza os encaminhamentos dentro da rede do SUS, garantindo que a mulher continue sendo acompanhada em todas as etapas.