Lula se reúne com líderes da UE no Rio para discutir o acordo Mercosul

PorErik Silva14 de janeiro de 2026

O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as lideranças da União Europeia está marcado para esta sexta-feira, dia 16, no Palácio Itamaraty, no centro do Rio de Janeiro, com início previsto para as 13h e seguido de uma declaração conjunta à imprensa, segundo o Palácio do Planalto.

A agenda prevê discussão de temas da pauta internacional e a definição dos próximos passos relativos ao acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que recebeu aprovação dos países europeus na semana passada, conforme informado pelo governo federal.

Escopo e cerimônia de ratificação

O texto aprovado põe fim a mais de 25 anos de negociações e criará uma zona de livre comércio que alcançará 720 milhões de habitantes, além de somar um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22 trilhões, de acordo com informações dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Uma cerimônia de ratificação entre os dois blocos está prevista para sábado, dia 17, em Assunção, no Paraguai, com a presença de líderes europeus e dos ministros de relações exteriores dos países do Mercosul, conforme divulgou a Presidência.

Implementação e resistências

Na terça-feira, dia 13, Lula conversou com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, e os dois concordaram em trabalhar de maneira conjunta, rápida e eficiente para implementar o acordo e permitir que as populações percebam resultados concretos da parceria, informou o Planalto.

Embora o pacto tenha sido celebrado por governos e por setores industriais, ele enfrenta resistência de agricultores europeus e de grupos ambientalistas, que apontam riscos ao clima e à competitividade do setor agrícola local. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem surgir ao longo de vários anos, segundo as autoridades.

Na França, produtores rurais voltaram a protestar nesta terça-feira, entrando com tratores em Paris pela segunda vez em uma semana. Os manifestantes dizem que o acordo ameaça a agricultura nacional ao abrir espaço para concorrência com importações sul-americanas mais baratas, conforme relatos de imprensa e informações oficiais.