Luciana Brazil, Rodrigo Santos – Midiamax

Outros carros seguem sendo retirados da oficina de veículos alvo da megaoperação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4), no bairro Vila Célia, em Campo Grande. Os 13 carros que estão no local estão sendo guinchados e levados para a Superintendência da Polícia Federal na Capital. Agora há pouco, foram retirados mais dois Jeeps.

Representando um dos clientes da oficina, o advogado Elcio Paes conversou com a imprensa na porta do estabelecimento. Ele afirmou ter ido até o local apenas para retirar um Jeep de seu cliente, que estava passando por manutenção, mas foi impedido e orientado a procurar o delegado responsável pelo caso. “Não temos nada a ver com a operação. Meu cliente trouxe o carro apenas para manutenção”, disse.

Todos os veículos na oficina serão retirados, independentemente do proprietário, informou o advogado.

Os primeiros carros a serem retirados da oficina foram uma Pajero Dakar, uma caminhonete S10, um Jeep Wrangler, com suspensão e pneus modificados, e até um calhambeque da Ford fabricado em 1929.

Os policiais chegaram ao local por volta das 5h, quando não havia ninguém. A porta de acesso foi arrombada para o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Um caixa também foi arrombado, mas não havia dinheiro no interior.

Operação Ifrit

A oficina de carros, localizada na Rua São Borja, na Vila Célia, foi um dos alvos da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (4), durante a deflagração de uma megaoperação contra tráfico de drogas e armas.

Os policiais também cumprem mandados na Rua São Félix e no condomínio de luxo Alphaville. Policiais civis, militares e um policial rodoviário federal são alvos da operação.

A operação cumpriu, em sete estados, 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária, além de três medidas de monitoração eletrônica e do afastamento de três policiais civis de suas funções públicas.

Em Mato Grosso do Sul, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional liderada por um núcleo familiar e associada a facções criminosas, com participação de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares do Estado e um policial rodoviário federal.

O grupo é investigado por tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, além de crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Segundo as investigações, a organização utilizava armamento, estruturas de apoio e veículos blindados para exercer controle territorial e intimidar rivais.