Leonardo Cabral em 06 de Outubro de 2026
Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense
A investigação sobre a morte de uma bebê de dois meses e 13 dias, ocorrida nesta terça-feira (6), em Corumbá, avançou com a realização de perícia na residência onde a criança vivia. A Polícia Civil também passou a considerar, entre as linhas de investigação, a possibilidade de maus-tratos seguidos de morte.
Conforme informações do boletim de ocorrência nº 4193/2026, ao qual o Diário Corumbaense teve acesso, a mãe, de 28 anos, levou a criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do bairro Guatós, por volta das 8h20, já sem sinais vitais. A equipe médica realizou procedimentos de reanimação, mas não houve resposta. O documento relata dúvida sobre o intervalo entre o óbito e a chegada à unidade de saúde.
O registro policial informa que durante o atendimento, os profissionais identificaram sangramento na cavidade oral da criança e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom que ela vestia, na região do tórax. Foi realizado exame de raio-x, que, segundo o boletim, não apontou lesões corporais aparentes.
A mãe relatou aos policiais que havia acordado por volta das 5h para realizar afazeres domésticos, enquanto a criança permanecia dormindo e, aparentemente, estava normal. Segundo o relato, por volta das 6h ela saiu até a residência de um vizinho e, ao retornar para verificar a menina, percebeu que o corpo estava frio e que ela não respondia aos estímulos. Ela então a pegou e pediu ajuda.
Ainda segundo a mãe, estavam na residência apenas ela, os três filhos, todos menores de idade, dois sobrinhos menores de 12 anos e outro sobrinho maior de 18 anos.
A Polícia Militar e o Conselho Tutelar e a Polícia Civil foram acionados e a mãe foi encaminhada à 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá.
Perícia
A perícia foi realizada por uma equipe da Polícia Civil no imóvel onde a bebê estava antes de ser levada pela mãe à UPA. O objetivo é reunir elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
A hipótese de maus-tratos ainda está sendo apurada e não representa uma conclusão sobre o caso. Até o momento, não há confirmação de que a criança tenha sido vítima de crime, e a causa e o horário exato da morte dependem dos exames e das demais informações levantadas durante a investigação. O corpo da bebê foi encaminhado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).



