Campo Grande News em 05 de Outubro de 2026
Reprodução/Instagram
O candidato do PT ao governo do estado, Fábio Trad, derrotado na disputa em que foi reeleito o governador Eduardo Riedel (PP), disse que a derrota eleitoral não representa uma derrota política. Ele postou em seu perfil no Instagram uma análise em que mencionou a hegemonia da direita no Estado e disse que falou pelos humildes na campanha.
Com quase 100% dos votos apurados, ele somou 322.807 votos, enquanto Riedel alcançou 914.323 mil votos. Trad disse que considera muito, por se tratar de um estado que pretere os mais pobres, citando acampados, indígenas, assentados e trabalhadores.
Conforme ele, o desafio agora é de organizar forças no âmbito estadual, apontando como relevante o desempenho de deputados, com o PT devendo ficar com 4 nomes na Assembleia Legislativa e Camila Jara (PT) ficando como a mais votada entre os federais.
O candidato disse que sua intenção era poder abraçar cada um de seus eleitores em agradecimento pelos votos. Trad disse que também precisava agradecer à candidata a vice, Gilda Maria dos Santos, pelo papel de representar as mulheres e as mães. “Atuou com galhardia”.
Aos colegas de coligação ao Senado, Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB), que também não se elegeram, ele disse que era preciso considerar a perda como “episódica”, e que o grupo deve seguir com fé e força para lutar por ideais.
Centro-esquerda e esquerda não saem fragilizadas, conforme ele, porque lutaram sozinhas contra grandes setores da economia, citando indústrias de grande porte, prefeituras e grande parte dos deputados estaduais.
O petista ainda fez uma avaliação do desafio no cenário nacional. Ele manifestou preocupação com eventual vitória para a presidência da República e a perda de riquezas do País, diante do interesse dos Estados Unidos pelos recursos minerais do Brasil.
Para ele, seria uma “lástima”, uma nova entrega do País e comparou à retirada de ouro brasileiro pela Coroa Portuguesa no período colonial, o petróleo a partir dos anos 60 com a ditadura militar e nova investida sobre o produto após a cassação de Dilma Rousseff, com a venda do chamado pré-sal. Há uma nova “tentativa de sequestrar nossas riquezas.”



