Ana Cavalcante – Midiamax

Já ouviu falar em ATM? A sigla refere-se a uma alteração na mandíbula, podendo ocasionar deslocamento ou “queda”. A disfunção aconteceu com um jovem após um simples bocejo, que terminou em um atendimento emergencial. A situação inusitada, mas nem tanto, chamou atenção nas redes, e especialista dá dicas de como escapar dos tais bocejos perigosos.

Para quem conhece a disfunção, comentários desse tipo são recorrentes ao falar sobre a ATM: “Só quem viveu sabe”, “Pior dor do mundo”, “O ruim não é travar, mas cair”. Parece inusitado? É raro, mas acontece.

O caso ocorreu com um jovem em Brasília no início desta semana. O menino sofreu uma luxação de mandíbula após um simples bocejo e precisou de um atendimento emergencial.

Com a mandíbula deslocada, o menino foi filmado pela família até chegar ao pronto-socorro. O “diretor” das imagens foi o irmão, que não deixou de postar o ocorrido. E o fato, claro, chamou atenção nas redes, deixando internautas receosos com qualquer estalo na mandíbula.

Bocejos são perigosos?

Apesar de ser necessário um certo cuidado para não exagerar na hora de dar aquele bocejinho gostoso, o cirurgião-dentista Caio Botelho, que realiza atendimento há 8 anos em Campo Grande, esclarece que a queda da mandíbula é mais recorrente em quem já tem uma alteração anatômica na articulação temporomandibular, eis a tal da ATM.

“Essa sigla refere-se à estrutura bilateral responsável pelo movimento de abertura da boca, ou de uma frouxidão nos ligamentos que a estabilizam. Diante desse quadro, é fundamental buscar a avaliação de um especialista”, explicou Caio.

Vale destacar que o bocejo por si só não é perigoso. E, embora seja desafiador falar em prevenção para indivíduos que nunca experienciaram episódios desse tipo, o especialista recomenda algumas dicas para evitar futuros sustos ao ‘abrir a boca’.

“Ao bocejar, por exemplo, recomenda-se realizar uma contenção com a mão sob o queixo ou posicionar a língua contra o céu da boca, o que auxilia no controle da abertura”, exemplificou.

Alerta

O profissional ainda salienta que, desde o primeiro episódio — e especialmente se a condição se tornar recorrente —, o paciente busque uma avaliação especializada para identificar a causa do problema. Segundo Caio, existem diversos fatores que podem estar relacionados.