Da Redação em 24 de Agosto de 2026

Clóvis Neto/PMC

A Prefeitura de Corumbá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, abriu nesta segunda-feira (24) a Semana da Primeira Infância, iniciativa voltada ao fortalecimento das políticas públicas destinadas às crianças de 0 a 6 anos. A solenidade foi realizada no Auditório da Prefeitura e reuniu gestores, servidores públicos e representantes da rede de proteção à infância.

A programação busca ampliar a integração entre os diferentes setores que atuam na promoção, proteção e garantia dos direitos das crianças, fortalecendo o trabalho conjunto das secretarias municipais de Assistência Social, Educação e Saúde.

Durante a abertura, o prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, destacou o Plano Municipal pela Primeira Infância (PMPI), instrumento que reúne ações destinadas a garantir os direitos das crianças e orientar as políticas públicas do município até 2035.

“Investir na primeira infância é investir no futuro, mas, acima de tudo, é garantir que nossas crianças tenham um presente com dignidade, cuidado e oportunidades. Esse é um compromisso que queremos fortalecer todos os dias: uma Corumbá que cuide das suas crianças e das suas famílias”, afirmou.

O prefeito também anunciou que o acompanhamento e o monitoramento das ações previstas no PMPI passarão a contar com atenção direta do Gabinete do Prefeito. Segundo ele, a medida reforça a importância estratégica da primeira infância para a Administração Municipal.

“Precisamos ter resultados. É na infância que vamos poder ter uma cidade muito melhor, mais organizada e cidadãos diferenciados. Não adianta ficarmos apenas falando e discursando. Temos que colocar em prática o conhecimento que cada um de vocês tem e que pode ajudar a cidade a avançar cada vez mais”, completou.

Trabalho integrado

O secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Alexandre Ramos de Ohara, afirmou que a Semana da Primeira Infância deve ser compreendida não apenas como uma programação pontual, mas como uma oportunidade de reflexão e de mudança na forma de atuação do poder público.

“Falar da infância é falar da nossa vida. Todos nós passamos por etapas e, em cada uma delas, precisamos de cuidado, proteção, oportunidades e, principalmente, de uma rede que não permita que ninguém caminhe sozinho”, destacou.

Alexandre ressaltou que alguns indicadores relacionados à infância ainda preocupam o município e que a melhoria desses resultados depende de uma atuação permanente e articulada entre os diferentes setores.

Uma das estratégias apresentadas durante a abertura foi a construção de uma mandala da rede de proteção, reunindo diferentes áreas e representando a necessidade de integração entre Assistência Social, Saúde, Educação, família, comunidade e demais atores envolvidos na proteção da infância.

“A rede de proteção não é apenas estar no mesmo território. É construir comunicação, confiança, fluxo e responsabilidade compartilhada. Precisamos mudar uma cultura: essa criança não é da Assistência, não é da Saúde e não é da Educação. Essa criança é nossa”, afirmou o secretário.

Segundo Alexandre, situações de vulnerabilidade, pobreza, dificuldades de aprendizagem, falta de acesso adequado à saúde ou violações de direitos exigem respostas construídas de forma conjunta pelos diferentes setores da rede.

“A infância passa, e passa rápido. A criança que hoje está nos nossos serviços será amanhã o adolescente, o jovem, o trabalhador, o pai e o cidadão que participará da construção da nossa cidade. Uma infância bem cuidada é o primeiro passo para uma sociedade mais justa, mais humana e mais igualitária”, completou.

Responsabilidade compartilhada

A secretária municipal de Educação, Elizama Medina de Ávila, destacou que discutir a primeira infância significa pensar no futuro, mas também reconhecer a responsabilidade de todos no presente.

De acordo com a secretária, os profissionais que atuam diretamente com as crianças, nas áreas de Educação, Saúde ou Assistência Social, têm papel fundamental na construção de uma rede de proteção mais efetiva.

“Para que possamos cuidar integralmente das nossas crianças, precisamos fortalecer essa intersetorialidade entre Saúde, Educação e Assistência. Todos nós somos tão responsáveis quanto quem está nas lideranças e nas cadeiras de decisão”, afirmou.

Elizama também defendeu a ampliação da capacitação e do conhecimento dos profissionais para evitar que situações de vulnerabilidade sejam simplesmente transferidas de uma área para outra.

“Precisamos aprender a fortalecer as redes de proteção e entender que a primeira infância é uma responsabilidade de todos nós”, reforçou.

Prevenção começa na gestação

A secretária municipal de Saúde, Tatiane da Silva Santos Mattos, ressaltou a importância da integração entre as três secretarias e destacou que o cuidado com a primeira infância começa antes mesmo do nascimento.

“Quando uma criança nasce, isso envolve a Saúde. Quando ela não consegue acesso a algo, também envolve a Saúde. Nós reconhecemos nossas fragilidades e estamos dispostos a unir forças para enfrentá-las”, afirmou.

Tatiane explicou que os serviços de Saúde precisam estar articulados aos demais integrantes da rede, permitindo que situações identificadas pelos profissionais sejam encaminhadas e acompanhadas de forma adequada.

Ela também chamou atenção para o conceito de “zero ano”, destacando que o cuidado com a primeira infância começa ainda durante a gestação.

“Quando uma gestante é bem orientada, realiza seu pré-natal e faz sua imunização, ela já está trabalhando a primeira infância. Essa criança vai nascer com mais condições do que se essa mãe não tivesse feito todo esse acompanhamento qualificado”, explicou.

A secretária defendeu a priorização de ações de promoção da saúde, prevenção e identificação precoce, evitando que problemas relacionados à saúde, educação ou assistência se agravem.

“Dizer não basta, precisamos fazer. Queremos envolver todos os pontos da rede para identificar nossas fragilidades e encontrar caminhos. Esperamos que, daqui a um ano, quando analisarmos os indicadores, possamos ver que nossos esforços, nossa comunicação e nossas ações valeram a pena”, concluiu.

Com informações da Assessoria de Comunicação da PMC.