Leonardo Cabral em 04 de Agosto de 2026
Divulgação/Corpo de Bombeiros Militar
A procura por socorro para um bebê de apenas dois meses mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar por volta das 22 horas de segunda-feira (3), quando um veículo entrou no pátio do quartel da corporação com a criança nos braços dos familiares. O menino estava desfalecido e apresentava dificuldade para respirar, possivelmente em decorrência da obstrução das vias aéreas por líquido.
O soldado Raver, que estava no pátio da unidade, imediatamente recebeu o bebê e iniciou as manobras de desobstrução das vias aéreas. A ação rápida e precisa foi fundamental para salvar a criança. Após as manobras, o bebê voltou a respirar e expeliu o líquido que obstruía a garganta.
Enquanto o filho recebia os primeiros atendimentos, a mãe, tomada pelo desespero diante da situação, chegou a ficar de joelhos, pedindo para que o bebê ficasse bem.
Depois de estabilizar a criança, os bombeiros encaminharam a mãe e o bebê ao Pronto-Socorro Municipal para avaliação médica e acompanhamento especializado.
O 3º Grupamento de Bombeiros Militar lembrou que em casos de obstrução das vias aéreas, especialmente envolvendo bebês, a rapidez para buscar ajuda e o conhecimento sobre como agir nos primeiros momentos podem fazer a diferença.
O vídeo que registra o atendimento realizado pelo bombeiro, tem duração de 2 minutos e 8 segundos.
Como agir em caso de engasgo de um bebê
O engasgo é uma situação de emergência e pode provocar asfixia. Ao perceber que um bebê não consegue respirar, chorar ou tossir, é fundamental manter a calma e acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, o Corpo de Bombeiros Militar, pelo 193, ou buscar ajuda, como fez a família neste caso.
Enquanto o socorro é acionado, o bebê deve ser colocado de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o tronco. Devem ser aplicados cinco golpes firmes entre as escápulas, utilizando a base da mão. Em seguida, a criança deve ser virada de barriga para cima e receber cinco compressões no centro do tórax, utilizando dois dedos. As manobras devem ser alternadas até que a obstrução seja eliminada ou o atendimento especializado chegue.
Não se deve colocar os dedos dentro da boca do bebê para tentar retirar o que está causando a obstrução, a menos que o material esteja claramente visível. Também não é recomendado oferecer água ou alimentos, nem sacudir a criança.
Mesmo após o bebê voltar a respirar, é importante que ele seja avaliado por uma equipe médica, pois podem existir complicações decorrentes do episódio.
