PorErik Silva2 de abril de 2026
A Polícia Civil prendeu uma mulher de 26 anos acusada de ordenar o assassinato dos próprios pais em Anastácio. Maria de Fátima Luzni Fernandes admitiu em depoimento que contratou criminosos para invadir a casa da família e matar o casal.
O crime ocorreu na noite de sexta-feira, por volta das 19h, em um imóvel localizado na Rua Nicandro Saravi, no bairro Vila Juí, região conhecida como Altos de Anastácio. As vítimas, Maria Clair Luzni, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50, foram mortas dentro da residência. Os corpos só foram encontrados no dia seguinte.
As investigações identificaram dois executores. Um deles, Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, e o comparsa David Vareiro Machado participaram da ação. Segundo a apuração policial, o companheiro da suspeita, Wendebrson Haly Matos da Silva, também atuou no planejamento do duplo homicídio e segue foragido.
David Vareiro Machado foi encontrado morto horas depois do crime. Equipes da Força Tática atenderam a ocorrência após denúncia de agressão com arma branca e localizaram o homem caído. O Corpo de Bombeiros confirmou a morte ainda no local. A suspeita é de que Wendebrson tenha matado o comparsa após cobrança pelo pagamento do assassinato.
Em depoimento, Maria de Fátima afirmou que a intenção seria apenas assustar os pais, mas confirmou que articulou a contratação dos executores. Ela permanece presa e à disposição da Justiça.
Histórico criminal
Registros policiais indicam que a investigada já havia sido presa anteriormente por tráfico de drogas. Em setembro de 2020, equipes da Polícia Rodoviária Federal abordaram a mulher em um ônibus na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, e encontraram seis quilos de maconha e porções de cocaína na bagagem.
Na ocasião, ela confessou o transporte e disse que atuava para uma facção criminosa. O processo ainda tramita sem decisão definitiva.
Há também uma ação penal por furto registrada em março de 2021, em Aquidauana. Conforme a denúncia, ela e dois comparsas arrombaram um comércio e levaram eletrônicos. O caso segue em andamento na Justiça estadual.
