Polícia identifica 10 vítimas de acusado de estupros em série na família

Campo Grande News em 24 de Março de 2026

Preso nesta segunda-feira (23), acusado de estupros em série e violência psicológica contra mulher no ambiente familiar, homem de 54 anos de idade fez pelo menos 10 vítimas, todas com quem tinha algum grau de parentesco.

Os crimes ocorreram em Naviraí, cidade a 359 km de Campo Grande, onde as investigações foram conduzidas pela DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher).

Edivaldo (o sobrenome não será divulgado para preservar a identidade das vítimas) foi preso por policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) no Jardim Novo Horizonte, na região oeste de Dourados. Ele é suspeito até de praticar sexo com animais.

Conforme a delegada Sayara Alessandra Pagno, de Naviraí, as diligências apontaram o homem como suspeito de prática reiterada de crimes de estupro de vulnerável e violência doméstica.

Os abusos tiveram início quando as vítimas possuíam entre 5 e 10 anos de idade e se prolongaram por extenso período. Em pelo menos um dos casos, os crimes perduraram dos 5 aos 16 anos da vítima.

De acordo com a polícia, as vítimas relataram episódios de toques íntimos reiterados e conjunção carnal. “Também foram apontadas situações de agressões físicas e ameaças praticadas pelo investigado, com o objetivo de intimidar e silenciar as vítimas”, diz a delegada, em nota.

Além dos crimes contra a dignidade sexual, o suspeito também é investigado por maus-tratos a animais. Indícios preliminares apontam prática de zoofilia (ato sexual entre seres humanos e animais) envolvendo cães e suínos. Segundo a delegada, o trabalho segue em andamento e novas vítimas poderão ser identificadas no decorrer das diligências.

O mandado de prisão preventiva de Edivaldo foi expedido no dia 17 de dezembro de 2025 pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Naviraí, Luiz Guilherme Piancastelli. Segundo a ordem judicial, as acusações são de estupro de vulnerável, estupro e duas por violência psicológica contra a mulher.

“É inegável, diante de todos estes relatos, o risco que a liberdade do representado representa à ordem pública. Há indícios razoáveis de materialidade e autoria de crimes gravíssimos, cuja prática aparentemente está sendo perpetuada em seu âmbito familiar”, afirmou o magistrado ao expedir o mandado de prisão.

O juiz citou ainda os relatos da ex-companheira do acusado, que ele se recusava a deixar a casa da família e se comportava de forma cada vez mais agressiva, além do risco que representava para os familiares, pois no imóvel também moram três filhos do ex-casal, entre eles uma das vítimas dos estupros. “A periculosidade demonstrada nos depoimentos exige a medida extrema da prisão preventiva para frear a prática delitiva”.

A Polícia Civil também investiga se o homem praticou os mesmos crimes no período em que morou em Dourados.