Leonardo Cabral em 16 de Março de 2026
Militares do 3º Grupamento de Bombeiros Militar realizaram mais um resgate terrestre no Pantanal, desta vez na área do Porto da Manga, a cerca de 70 quilômetros de Corumbá.
A guarnição da viatura de salvamento AS-130 deslocou-se até o local para aguardar a chegada de um homem que estava sendo transportado por populares. O atendimento ocorreu por volta das 21 horas de domingo (15). O paciente, de 30 anos, morador de uma fazenda, na região da Nhecolândia, estava consciente, orientado e caminhando, mas relatava fortes dores abdominais e dificuldade para urinar, informando ainda que não urinava havia cerca de três dias.
Após avaliação e procedimentos iniciais de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), o paciente foi encaminhado pela equipe até o Pronto Socorro de Corumbá para atendimento médico.
Violência doméstica
Durante o atendimento no Porto da Manga, os bombeiros foram procurados por moradores que relataram que uma mulher havia sido agredida pelo ex-companheiro e precisava de socorro.
A equipe então prestou atendimento à vítima, de 38 anos. Ela estava consciente e orientada, apresentando lesão na face esquerda, com edema e equimose na região periorbital, provocados por agressões físicas, incluindo socos e chutes, ocorridas no mesmo dia. Conforme relato da mulher, o agressor foi seu ex-companheiro, contra quem já existe medida protetiva. Ele não estava mais no local no momento do atendimento.
A mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal juntamente com seu filho de dois anos. Ambos ficaram sob os cuidados do médico plantonista.
O caso de agressão foi comunicado à Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal. A agente de plantão no pronto-socorro informou que uma equipe seria encaminhada à unidade para acompanhar a ocorrência.
O Corpo de Bombeiros Militar reforçou, em nota, seu compromisso no enfrentamento à violência doméstica, atuando no socorro às vítimas e colaborando com os órgãos de segurança e proteção para o encaminhamento adequado dessas ocorrências. Situações de agressão contra mulheres devem ser denunciadas para garantir apoio e proteção às vítimas.
Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada. A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a Polícia Militar pelo 190.
