Polícia Civil desarticula ponto de armazenamento de drogas e apreende 210 kg de skunk em Corumbá

Leonardo Cabral em 10 de Março de 2026

Divulgação/Polícia Civil de Corumbá

Uma denúncia anônima levou à prisão de dois homens e uma mulher por tráfico de drogas nesta terça-feira (10), no bairro Nova Corumbá, parte alta da cidade. Durante a ação, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 210 quilos de skunk (supermaconha), além de uma quantidade significativa da substância conhecida como “ice”, um derivado da maconha com valor de mercado mais elevado.

 

Também foram encontradas diversas cápsulas contendo cocaína, que, segundo a polícia, possivelmente seriam destinadas às chamadas “mulas” – pessoas utilizadas pelo tráfico para transportar entorpecentes (muitas vezes ingerindo a droga) em rotas do tráfico interestadual.

Com base nas informações recebidas, equipes da Polícia Civil realizaram trabalho de inteligência e monitoramento do imóvel denunciado. Durante a vigilância, os investigadores observaram intensa entrada e saída de veículos em circunstâncias consideradas suspeitas.

 

Divulgação/Polícia Civil Corumbá

Além de skunk e ice, os policiais também localizaram diversas cápsulas de cocaína

Diante da movimentação, os policiais realizaram a abordagem no local. No primeiro contato, o homem que estava na residência apresentou comportamento nervoso, o que reforçou as suspeitas. Ainda na parte inicial da casa, os agentes localizaram grande quantidade de skunk.

 

Durante as diligências, também foram encontradas as demais drogas, incluindo o “ice” e as cápsulas de cocaína. Para a polícia, os indícios apontam que o imóvel funcionava como ponto de armazenamento e preparação de entorpecentes para distribuição, conhecido no meio criminoso como “guarda-roupa”.

De acordo com a Polícia Civil, o volume apreendido representa um prejuízo estimado em cerca de R$ 5 milhões para organizações criminosas envolvidas no tráfico interestadual de drogas, devido ao alto valor de mercado das substâncias.

Impacto no tráfico local

Além de atingir o tráfico interestadual, a apreensão também impacta a venda de drogas na cidade. Parte dos entorpecentes costuma ser distribuída para pontos de venda conhecidos como “biqueiras” ou “bocas de fumo”.

A Polícia Civil ressaltou que esses locais alimentam uma cadeia criminosa no tráfico urbano que frequentemente resulta em crimes patrimoniais, como furtos, roubos e receptações, muitas vezes praticados por usuários que buscam sustentar o vício.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ligações com organizações que atuam no tráfico de drogas na região de fronteira.

Com informações da Polícia Civil.