Major Gama mostrou esplendor e ameaças à natureza em busca de um mundo sustentável

Lívia Gaertner em 16 de Fevereiro de 2026

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Terceira agremiação a entrar na Passarela do Samba de Corumbá já no final da noite de domingo, 15 de fevereiro, o Unidos da Major Gama trouxe recado para a conservação do meio ambiente com o enredo “Do Invisível ao Brilho: Um futuro sustentável”.

Dividida em cinco setores, a escola propôs apresentar a exuberância da natureza, seguida das ameaças que as rondam, passando pelos seus guardiões para então entrar no tema da sustentabilidade nos dois últimos setores.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Escola propôs apresentar a exuberância da natureza, seguida das ameaças que as rondam

Com seiscentos componentes em dezoito alas, a agremiação que tem como símbolo a pomba branca da paz, apresentou quatro carros alegóricos contando com o abre-alas.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jéssika Rodrigues e Douglas Salgueiro

Na comissão de frente, as águas foram o destaque, pois a escola bem lembrou que foi nesse elemento natural que a vida surgiu e que, em nossa região pantaneira, o ciclo delas é vital.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jéssika Rodrigues e Douglas Salgueiro, evoluíram como a representação da Terra Mãe. A riquíssima flora pantaneira foi o tema escolhido para a ala das baianas cuja cabeça ostentava uma vitória-régia, planta aquática típica do Pantanal.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Major Gama defendeu o enredo “Do Invisível ao Brilho: Um futuro sustentável”.

Abrindo o segundo setor da Unidos de Major Gama alas que representaram as ameaças à natureza: consumismo, pesca predatória e lavoura de larga escala. As queimadas que tanto causam dano ao Pantanal também foram lembradas.

Como guardiões da Natureza, surgem os povos indígenas, os catadores de resíduos sólidos, os artesãos que transformam surgiram em alas coloridas e com adereços marcantes.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Bateria Furacão, comandada pelo mestre Igor, e a Rainha Ariane Urquiza, como Mãe Natureza

No setor quatro, fontes de energia limpa, compensação de carbono e replantio foram lembrados em alas com respectivos destaques de chão. Já os 110 ritmistas da Bateria Furacão, comandada pelo mestre Igor, representaram as Forças da Terra, com a Rainha Ariane Urquiza como Mãe Natureza. Na concepção do carnavalesco Décio Paixão, o esplendor da florada dos ipês esteve presente com a ala das passistas.

A escola passou pela avenida colorida e deixou seu recado de conscientização pela Natureza, desejando levar o título deste ano.