PorErik Silva27 de janeiro de 2026
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul lançou o Boletim Epidemiológico do Câncer de Mama, um instrumento vital destinado a qualificar o planejamento e robustecer as estratégias de prevenção e cuidado. O câncer de mama continua sendo um desafio significativo para a saúde pública, exigindo ações contínuas que abrangem desde a promoção da saúde até o tratamento oportuno e o cuidado integral.
A elaboração e a divulgação deste boletim representam uma ferramenta essencial para apoiar a gestão e a organização da rede de atenção à saúde. O documento, que reúne dados estratégicos para o enfrentamento da doença no Estado, foi produzido pela Gerência de Atenção Oncológica e Cuidados Paliativos, que é vinculada à Coordenadoria das Doenças Crônicas, demonstrando o empenho da SES no uso qualificado da informação em saúde.
Para os gestores de saúde, o boletim epidemiológico funciona como um suporte indispensável ao planejamento. A análise sistemática dos dados permite compreender o comportamento da doença nos últimos anos, identificar tendências e desigualdades regionais. Com essa visão ampliada da situação epidemiológica, é possível subsidiar decisões mais qualificadas e alinhadas às necessidades reais da população feminina.
Essa base de informações permite direcionar ações de maneira mais eficiente, priorizar territórios com maior necessidade e organizar os fluxos assistenciais. Além disso, os dados auxiliam na qualificação do acesso ao rastreamento e ao diagnóstico precoce, orientando a alocação de recursos e o fortalecimento da rede oncológica estadual.
No âmbito da saúde da mulher, o boletim também se mostra crucial para as equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e para os serviços especializados. As informações possibilitam o planejamento de estratégias de promoção da saúde e de prevenção dos fatores de risco.
O material apoia ainda a busca ativa da população-alvo para o rastreamento e o acompanhamento adequado das mulheres que apresentam exames alterados, o que contribui diretamente para a redução de diagnósticos tardios da doença.
A utilização dessas informações pelos profissionais de saúde favorece uma atuação mais integrada e baseada em evidências. Isso fortalece a educação em saúde, o monitoramento de indicadores e a avaliação contínua das ações desenvolvidas nos territórios.
Dessa forma, o boletim deixa de ser somente um documento técnico para se consolidar como um instrumento ativo de gestão, cuidado e qualificação das práticas em saúde. Ao investir na produção e disseminação de boletins epidemiológicos, a SES reafirma seu compromisso com a transparência e com o fortalecimento das políticas públicas, reconhecendo que a informação de qualidade é vital para reduzir o impacto do câncer de mama em Mato Grosso do Sul.
