Leonardo Cabral em 20 de Janeiro de 2026
Divulgação/Polícia Federal
Três homens, dois de 35 anos e um de 37, foram presos em Corumbá durante a Operação Expurgo, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira, 20 de janeiro. A ação foi coordenada pela Delegacia da PF em Piracicaba (SP), com apoio da PF de Corumbá, e teve como alvo seis investigados no município.
Durante o cumprimento dos mandados, um dos presos, de 37 anos, foi flagrado com 15 quilos de maconha no bairro Dom Bosco. Outro investigado, de 35 anos, foi preso na região central da cidade. Os demais alvos foram submetidos a medidas de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela Vara Federal de Piracicaba.
Ao todo, a operação cumpriu 12 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de Piracicaba, Limeira, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Botucatu e São Paulo, no estado paulista, além de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a Polícia Federal, parte dos integrantes da organização criminosa possui ligação com uma facção paulista que atua dentro e fora do sistema prisional. Alguns dos envolvidos já se encontravam presos em decorrência de mandados de prisão preventiva, flagrantes e condenações definitivas por tráfico de drogas.
A Operação Expurgo desarticulou uma complexa rede criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. Segundo a PF, a ação representa mais um resultado do trabalho contínuo, técnico e baseado em inteligência policial desenvolvido pela instituição.
Investigações
O trabalho investigativo da PF teve início com prisão em flagrante, em janeiro deste ano, em Limeira, interior paulista, que resultou em 13 suspeitos presos, entre eles, uma gestante. Os policiais apreenderam também dois adolescentes.
Ao longo de meses, equipes especializadas da Polícia Federal mapearam toda a cadeia logística, operacional e financeira do grupo criminoso. As apurações revelaram um esquema de recrutamento de pessoas para atuarem como “mulas”, quando indivíduos ingerem cápsulas de cocaína em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e seguem para o Brasil, onde a droga era distribuída principalmente no estado de São Paulo.
A PF destacou que, embora as “mulas” costumem chamar maior atenção, o foco das investigações está na identificação e responsabilização dos principais articuladores do esquema, como financiadores, coordenadores logísticos, fornecedores internacionais e integrantes de facções que exploram pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com a operação, foi possível alcançar os responsáveis pela estruturação do esquema transnacional, incluindo aqueles que controlavam a logística de transporte, a contabilidade da organização e a redistribuição dos entorpecentes no território brasileiro.
A atuação simultânea em municípios de São Paulo e Mato Grosso do Sul reforça o caráter integrado e estratégico da investigação, que transcorreu de forma sigilosa e com uso de ferramentas avançadas de inteligência policial.
A Polícia Federal reafirma seu compromisso de combater o crime organizado em suas instâncias superiores, preservando vidas e atuando com rigor técnico para enfraquecer organizações que se aproveitam da vulnerabilidade humana para sustentar suas atividades ilícitas.
Com informações da Polícia Federal.
