PorErik Silva16 de janeiro de 2026
O Programa Cinturão Ortopédico, coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou 1.983 atendimentos de urgência em ortopedia no período de sete meses, abrangendo o segundo semestre de 2025, entre junho e dezembro. Este volume de procedimentos demonstra a ampliação do acesso a serviços especializados e a consolidação da estratégia de assistência regionalizada em Mato Grosso do Sul.
A análise dos dados revela um crescimento progressivo no volume de atendimentos a partir de agosto, confirmando a efetividade do fluxo assistencial estabelecido pelo programa. Os serviços foram concentrados em municípios estratégicos, como Aquidauana, Coxim, Ribas do Rio Pardo, Sidrolândia, Maracaju e Bataguassu. Aquidauana se destacou ao registrar a maior concentração de procedimentos ao longo dos meses analisados.
O Secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, avaliou o desempenho do Programa Cinturão Ortopédico como um avanço significativo na descentralização da assistência médica no estado. O programa reforça o compromisso da SES em garantir atendimento ortopédico de urgência mais próximo da população, com organização da rede, uso racional dos recursos e resposta rápida às demandas dos municípios. Esses resultados demonstram que a regionalização fortalece o SUS e melhora o cuidado ao cidadão.
Execução e Demanda Regional
A organização da rede de saúde permitiu que o programa atendesse solicitações oriundas de diversas cidades, comprovando a articulação entre os polos regionais e os municípios menores. Segundo informações da SES, o maior volume de pacientes solicitantes veio de Miranda, com 218 atendimentos, seguida por Coxim, com 169. Outros municípios com alta demanda incluíram Nioaque (130), Maracaju (129), Bonito (109) e Bodoquena (96).
A responsável pela Gestão Estratégica da SES, Maria Angélica, pontuou que os resultados alcançados refletem a eficácia da organização regional da assistência ortopédica. Os números demonstram a importância do Cinturão Ortopédico como estratégia de organização da rede e de resposta rápida às urgências. Ao estruturar fluxos regionais e fortalecer os serviços de referências, conseguimos reduzir deslocamentos, otimizar recursos e garantir atendimento oportuno à população.
Principais Causas dos Atendimentos
O perfil epidemiológico dos atendimentos de urgência indica uma alta incidência de traumas ortopédicos, predominantemente em membros superiores e inferiores. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), a fratura da extremidade distal do rádio foi o diagnóstico mais frequente, somando 220 ocorrências.
Entre as principais causas de atendimento registradas pelo Programa Cinturão Ortopédico, a fratura da clavícula aparece em segundo lugar, com 151 procedimentos. Em seguida, foram contabilizadas 123 fraturas de outros dedos, 72 fraturas do perônio (fíbula) e 71 fraturas não especificadas do punho e da mão. O programa também registrou 66 fraturas de ossos do metacarpo, 57 fraturas da extremidade superior do úmero, 48 fraturas da extremidade distal da tíbia, 47 fraturas de ossos do metatarso e 44 casos de luxação da articulação do ombro.
A iniciativa do Cinturão Ortopédico integra o plano da SES para descentralizar o atendimento de urgência, funcionando como uma ferramenta para fortalecer a articulação entre os municípios e os serviços de referência, evitando deslocamentos desnecessários de pacientes.
