Agepen conclui instalação de telamento no Presídio de Trânsito para barrar ilícitos

PorErik Silva23 de dezembro de 2025

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) finalizou neste mês a instalação de telamento sobre os solários de todos os pavilhões do Presídio de Trânsito de Campo Grande (PTran). A iniciativa é classificada como uma ação estratégica para o fortalecimento da segurança da unidade, pois estabelece uma barreira física destinada a dificultar o arremesso de materiais proibidos para dentro das celas.

O diretor do PTran, Maycon Roslen de Melo, salientou que a nova estrutura é uma ferramenta preventiva essencial para o controle interno, contribuindo significativamente para a disciplina. “O telamento é uma barreira preventiva que fortalece nosso combate à entrada de ilícitos e contribui para a disciplina e a ordem dentro da unidade. Seguimos firmes no combate à entrada de ilícitos e no aprimoramento das operações internas”, destacou o diretor.

A instalação no Presídio de Trânsito faz parte de um esforço contínuo da Agepen para aprimorar as operações de segurança em todo o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul. Estruturas similares já estão em funcionamento em outras penitenciárias da capital, como o Instituto Penal de Campo Grande e as unidades localizadas na Gameleira.

O uso do telamento como dispositivo de segurança não se restringe à capital. Unidades masculinas de regime fechado no interior do estado, incluindo presídios em Naviraí, Corumbá e Três Lagoas, também já dispõem dessa estrutura.

Em outro ponto estratégico do sistema penal, o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, conhecido como Máxima de Campo Grande, que é atualmente o maior presídio de Mato Grosso do Sul, recebeu diversas intervenções. As obras, que vão desde reformas profundas até a criação de novos espaços essenciais, foram realizadas em grande parte com a utilização de mão de obra prisional.

No caso da Máxima, uma das ações de maior relevância foi a instalação de um telamento específico, denominado “antidrone”, sobre os pavilhões 1, 2 e 6. A medida de proteção é considerada um divisor de águas na segurança do local, pois seu foco é dificultar ou impedir o arremesso de ilícitos por meio de drones, gerando um impacto direto na segurança global da penitenciária.