Leonardo Cabral em 16 de Dezembro de 2025
O Serviço Departamental de Saúde de Santa Cruz de la Sierra (SEDES), na Bolívia, emitiu um alerta laranja após a detecção de um caso suspeito de óbito por influenza A H3N2, variante K. A informação foi confirmada nesta terça-feira (16) pelo diretor da instituição, Julio César Koca.
Segundo o SEDES, o caso é de uma mulher de 26 anos que morreu no dia 29 de novembro. A paciente havia retornado recentemente do Japão e apresentava sintomas compatíveis com infecção pelo vírus da gripe, o que motivou a investigação epidemiológica.
A decisão de emitir o alerta ocorre dois dias após o Ministério da Saúde do Peru (MINSA) declarar um alerta epidemiológico nacional, diante do risco de entrada de doenças respiratórias no país, incluindo a influenza A H3N2 subtipo K. O Peru faz fronteira com a Bolívia, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias da região.
De acordo com Koca, um centro sentinela será instalado em Santa Cruz para monitorar e atender pacientes com sintomas suspeitos da doença, permitindo a detecção precoce de novos casos e a adoção de medidas de controle.
As autoridades de saúde também reforçaram a importância da vacinação contra a influenza.
O que é a gripe H3N2 variante K
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu recentemente um alerta para a próxima temporada de gripe, prevista para o final de 2025 e início de 2026. O aumento dos casos tem sido associado principalmente a uma variante do vírus influenza A (H3N2), que passou a se disseminar com maior rapidez a partir de agosto de 2025.
Trata-se do subclado genético conhecido como variante K, também identificado como J.2.4.1. Apesar de o termo “gripe K” ter ganhado destaque em redes sociais e manchetes, a OMS esclarece que não se trata de um novo vírus, mas de uma evolução natural do influenza A, que sofre mutações frequentes.
Dados de sequenciamento genético analisados pela organização indicam um crescimento acelerado da circulação dessa variante em diversos países desde agosto, coincidindo com a entrada do Hemisfério Norte no inverno, período tradicionalmente marcado pelo aumento das doenças respiratórias.
Com informações Unitel TV e G1.
